Polícia GOLPE DO CHARGEBACK
Garras deflagra “Operação Chargeback' contra associação criminosa por fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro em MS
Grupo é investigado por aplicar golpes com cartões de crédito e máquinas de pagamento, causando prejuízo superior a R$ 4 milhões a instituições financeiras
21/01/2026 06h02
Por: Redação 24h News MS

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (GARRAS), deflagrou na manhã desta terça-feira (20/01) a Operação Chargeback, com foco no combate a crimes de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais, em Campo Grande.

A ação foi coordenada pelo Departamento de Polícia Especializada (DPE), com apoio da DENAR, DERF, DEFURV e DHPP, e teve como objetivo o cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão e prisões temporárias.

Fraudes com cartões e máquinas desde 2023

Conforme as investigações conduzidas pelo GARRAS, o grupo criminoso atuava desde 2023 aplicando fraudes por meio de máquinas de cartão e cartões de crédito obtidos de forma ilícita. O esquema consistia na realização de vendas simuladas, pagas com cartões de terceiros, seguidas da solicitação de antecipação dos valores junto às instituições financeiras.

Posteriormente, os verdadeiros titulares dos cartões contestavam as compras, caracterizando o golpe conhecido como chargeback, o que gerava prejuízos milionários às instituições financeiras.

Prejuízo ultrapassa R$ 4 milhões

Segundo a Polícia Civil, os valores obtidos de forma fraudulenta pelo grupo já ultrapassam R$ 4 milhões, causando significativo prejuízo ao sistema financeiro.

Diante dos elementos reunidos durante a investigação, a autoridade policial representou pelos mandados de prisão, busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores dos envolvidos, medidas que foram autorizadas pelo Poder Judiciário.

Prisões, bloqueios e apreensões

Durante a operação, foram cumpridos:

Também foram apreendidos diversos materiais, entre eles:

Investigados presos

Os suspeitos J.P.L. (30), J.P.F.B. (32), B.M.C.B. (21), N.M.M. (32) e M.F.C.S. (28) foram presos e permanecem custodiados, à disposição da Justiça e das investigações conduzidas pela Polícia Civil.