O Department of Justice dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira (30) um vasto conjunto de arquivos relacionados ao caso do financista Jeffrey Epstein, falecido em 2019 e condenado por crimes sexuais e tráfico sexual de menores. A liberação atende às exigências da Epstein Files Transparency Act, lei que obrigava a publicação de todos os registros sob custódia do governo federal.
O vice-procurador-geral Todd Blanche afirmou em coletiva de imprensa que o lote divulgado — que inclui mais de 3 milhões de páginas de documentos, cerca de 2 mil vídeos e 180 mil imagens — pode representar a última grande etapa das divulgações exigidas pela lei aprovada em 2025, após pressão de parlamentares e vítimas.
Os arquivos foram amplamente editados para proteger informações sensíveis, incluindo dados que identificam vítimas ou detalhes de investigações ainda em andamento, o que tem causado críticas de membros do Congresso por supostas omissões.
O acervo inclui documentos de diversos desdobramentos do caso Epstein, envolvendo inquéritos da Federal Bureau of Investigation e processos em Nova York e na Flórida. A divulgação também contém alegações infundadas feitas à Federal Bureau of Investigation que citam o então presidente Donald Trump, embora o Departamento de Justiça tenha destacado que essas dicas não são verificadas e não implicam em responsabilidade criminal contra ele.
Apesar do governo Trump ter resistido inicialmente à divulgação completa, legisladores democratas e republicanos no United States Congress pressionaram a aprovação da lei que impôs o prazo de entrega dos documentos, cumprido com a publicação atual.
A análise detalhada do material divulgado está em andamento por jornalistas e pesquisadores, com expectativa de que o vasto acervo de informações possa trazer mais contexto sobre as redes e atividades ligadas a Epstein ao longo dos anos.