Brasil ATENTADO
Polícia apreende bombas caseiras e diz que grupo planejava atentado no Rio
Mandados de busca atingiram 17 alvos; ataque ocorreria durante manifestação em frente à Alerj
02/02/2026 15h03
Por: Redação 24h News MS
Polícia Civil apreendeu bombas caseiras e coquetéis molotov durante operação contra grupo investigado por planejar atentado no Rio (Foto - Tomaz Silva / Agência Brasil)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu bombas de fabricação caseira com integrantes de um grupo investigado por planejar atentados durante uma manifestação marcada para a tarde desta segunda-feira (2), em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense.

A operação foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na capital, na região metropolitana e no interior do estado. Segundo as investigações, o grupo se autodenominava “Geração Z” e contava com cerca de 300 integrantes apenas no Rio de Janeiro.

As apurações começaram após a polícia identificar grupos de mensagens e páginas em redes sociais criados para organizar manifestações consideradas antidemocráticas, previstas para ocorrer simultaneamente em diversos estados do país.

Durante a ação, os agentes apreenderam coquetéis molotov, bombas caseiras contendo pregos e bolas de gude, além de bandeiras e panfletos. Também foram encontrados materiais instrutivos com orientações detalhadas para a fabricação de artefatos incendiários improvisados.

De acordo com a Polícia Civil, inicialmente a operação previa medidas contra quatro suspeitos. No entanto, informações de inteligência levaram à identificação de outros 13 envolvidos ainda na manhã desta segunda-feira, o que resultou na ampliação dos mandados autorizados pela Justiça.

O delegado titular da DRCI, Luiz Lima, informou que os conteúdos apreendidos indicam incentivo à radicalização e ao confronto, com direcionamento das ações e escolha de um local sensível do cenário político fluminense para a realização do ataque.

Os investigados poderão responder por incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefato explosivo ou incendiário. As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos.