Brasil PLANO 2026
Adriane Lopes ignora desgaste e promete “remédios amargos” para 2026
Prefeita de Campo Grande diz que tomará medidas difíceis para ajustar as contas e recuperar serviços
03/02/2026 03h24
Por: Redação 24h News MS

A prefeita de Adriane Lopes afirmou que não medirá esforços para implementar medidas consideradas duras, mas necessárias, ao longo de 2026, mesmo diante de desgaste político e críticas de setores da sociedade. A declaração foi feita durante evento com lideranças políticas e servidores municipais na última sexta-feira (30).

Adriane Lopes destacou que a gestão enfrenta desafios financeiros e estruturais, e que as medidas em andamento serão mantidas com foco no equilíbrio fiscal e na recuperação de serviços públicos essenciais. “Sabemos que algumas decisões soam como remédios amargos, mas são imprescindíveis para a saúde das contas públicas e para garantir o funcionamento adequado da máquina pública”, declarou a prefeita.

Segundo a chefe do executivo municipal, a administração trabalha com um plano de ajustes que inclui revisão de contratos, contenção de despesas e priorização de investimentos que gerem impacto direto na população. A prefeita garantiu que as ações serão conduzidas com diálogo e transparência, apesar de eventuais críticas de opositores.

Questionada sobre o desgaste político decorrente de decisões anteriores, Adriane Lopes afirmou que “quem governa precisa tomar decisões que nem sempre agradam, mas que no longo prazo trarão benefícios à cidade”, enfatizando que medidas impopulares agora podem resultar em melhorias estruturais no futuro.

A prefeita também pontuou que a recuperação fiscal precisa ser acompanhada de uma gestão eficiente, com foco na valorização de servidores, modernização de processos administrativos e incentivo a parcerias que estimulem o desenvolvimento econômico de Campo Grande.

Representantes de segmentos empresariais presentes no evento reconheceram a urgência de ajustes nas contas públicas e sinalizaram apoio a parte das medidas propostas, afirmando que “momentos de correção exigem coragem e visão de longo prazo”.

Críticos, por sua vez, afirmam que a falta de diálogo mais amplo com a sociedade pode comprometer a aceitação das medidas e gerar desgaste ainda maior ao longo do ano eleitoral de 2026.