A gestão da prefeita Adriane Lopes tem, hoje, menos de uma semana para desarmar uma verdadeira bomba-relógio, que ameaça comprometer o início do ano letivo em Campo Grande. O vereador Landmark, durante sessão nesta terça-feira, alertou que os assistentes de educação infantil aprovaram um indicativo de greve para a próxima segunda-feira, dia 9 de fevereiro, data que coincide, exatamente, com o retorno oficial às aulas na Rede Municipal de Ensino.
O parlamentar utilizou a tribuna para exigir uma solução célere da prefeitura, ressaltando que a inércia em abrir negociações resultará no fechamento em massa das Emeis (Escolas Municipais de Educação Infantil). Tal cenário, segundo Landmark, deixará centenas de crianças sem atendimento e famílias inteiras, que dependem dessas unidades para trabalhar, completamente desamparadas. "As mães, que precisam das unidades e das assistentes, não podem ter essa surpresa negativa", declarou o vereador.
A tensão no plenário foi tão elevada que a pauta legislativa acabou paralisada, com os vereadores decidindo, em consenso, retirar da ordem do dia a votação do veto referente à Taxa do Lixo. O debate tributário, que definiria o futuro das cobranças majoradas no IPTU, foi adiado para o dia 10 de fevereiro, uma vez que o Legislativo entendeu que não havia clima político para discutir impostos enquanto a cidade corre o risco iminente de um colapso no atendimento infantil.
Entre as demandas urgentes enumeradas pelos servidores, e levadas ao Executivo pelo vereador, destacam-se o aumento do salário-base para R$ 2.500,00, a concessão de vale-alimentação e o fim do desvio de função, que obriga assistentes a realizarem trabalhos pedagógicos sem a devida classificação. Além disso, a categoria denuncia a superlotação das salas de aula e episódios graves de assédio, incluindo relatos de que alimentação estaria sendo negada aos funcionários, questões que agora aguardam uma resposta oficial da prefeitura para evitar a paralisação total.