Brasil LAUDO MÉDICO
Laudo da PF descarta necessidade de internação hospitalar para Bolsonaro
Relatório médico aponta comorbidades, mas recomenda apenas cuidados de saúde aprimorados
06/02/2026 16h04
Por: Redação 24h News MS
Laudo da Polícia Federal avaliou condições de saúde de Jair Bolsonaro na unidade prisional da Papudinha, em Brasília (Foto - Fabio Rodrigues-Pozzebom)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta sexta-feira (06) a divulgação do laudo elaborado por médicos peritos da Polícia Federal sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com o documento, Bolsonaro não apresenta, no momento, necessidade de transferência para unidade hospitalar, podendo permanecer na Sala de Estado-Maior da Penitenciária da Papudinha, em Brasília, desde que tenha seus cuidados médicos aprimorados para prevenção de complicações, especialmente cardiovasculares.

Após exame físico e análise de exames laboratoriais e de imagem apresentados pela defesa, os peritos constataram que o ex-presidente é portador de sete doenças crônicas, entre elas hipertensão arterial sistêmica, apneia obstrutiva do sono em grau grave, obesidade clínica, aterosclerose sistêmica, refluxo gastroesofágico, queratose actínica e aderências intra-abdominais.

Segundo o laudo, apesar das comorbidades, “tais condições não ensejam, no momento, necessidade de transferência para cuidados em nível hospitalar”, mas exigem acompanhamento especializado, com otimização de tratamentos e adoção de medidas preventivas para reduzir riscos de eventos graves, como infarto.

Os peritos examinaram Bolsonaro no dia 20 de janeiro, já na Papudinha, onde ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado. Durante a avaliação, não foram constatados quadros como depressão ou pneumonia aspirativa.

Além da avaliação clínica, os médicos também inspecionaram a cela e as áreas comuns da unidade prisional e recomendaram melhorias, como instalação de grades de apoio, campainhas de emergência, acompanhamento contínuo, avaliação nutricional, prática regular de atividade física e tratamento fisioterápico.

Após a divulgação do laudo, o ministro Alexandre de Moraes concedeu prazo de cinco dias para manifestação da defesa e da Procuradoria-Geral da República. Encerrado o prazo, o magistrado deverá reavaliar os pedidos de prisão domiciliar apresentados pelos advogados do ex-presidente, sem data definida para decisão.