Mato Grosso do Sul SAÚDE EM ALERTA
Mato Grosso do Sul registra mil casos prováveis de chikungunya em 2026 e reforça alerta sanitário
Boletim aponta 1.061 casos prováveis e 367 confirmações até 7 de fevereiro
18/02/2026 17h37
Por: Redação 24h News MS
Boletim aponta mais de mil casos prováveis de chikungunya em 2026 e reforça combate ao mosquito Aedes aegypti em MS (Foto: divulgação)

Mato Grosso do Sul contabilizou 1.061 casos prováveis de chikungunya entre 1º de janeiro e 7 de fevereiro de 2026, com 367 confirmações da doença, segundo boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde.

Entre os casos confirmados, 7 envolvem gestantes, o que aumenta a preocupação das autoridades de saúde devido aos riscos associados à infecção durante a gravidez.

Os maiores volumes de notificações prováveis estão concentrados em Fátima do Sul, com 186 registros, Corumbá, com 143, Sidrolândia, com 88, e Jardim, com 79. Também aparecem na lista Sete Quedas, Vicentina, Antônio João e Rochedo, entre outros municípios.

O avanço da doença já era considerado possível pelos técnicos da área, diante da circulação do vírus e das condições favoráveis à proliferação do mosquito transmissor. Desde 2023, ações de vigilância epidemiológica, monitoramento e apoio aos municípios vêm sendo intensificadas, com foco na redução dos impactos e no controle do vetor.

Em 2025, o Estado registrou 14.148 casos prováveis, evidenciando que a chikungunya permanece como um desafio relevante para a saúde pública regional.

SINTOMAS E EVOLUÇÃO

A chikungunya é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti e provoca sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça e mal estar. Em alguns casos, as dores articulares podem persistir por meses ou até anos, comprometendo a qualidade de vida dos pacientes.

A doença evolui em três etapas.

Fase aguda, que dura entre 5 e 14 dias, com sintomas mais intensos.
Fase pós aguda, que pode se estender por até 3 meses.
Fase crônica, caracterizada pela permanência dos sintomas por mais de 3 meses.

O tratamento é voltado ao alívio dos sintomas, com hidratação e uso de medicamentos analgésicos e antitérmicos indicados por profissionais de saúde. Em situações mais graves, pode ser necessário atendimento hospitalar.

PREVENÇÃO É A PRINCIPAL DEFESA

Sem vacina amplamente disponível, a principal forma de proteção continua sendo o combate aos focos do mosquito. Entre as medidas recomendadas estão evitar água parada em recipientes e vasos, manter caixas d’água vedadas, descartar corretamente garrafas, latas e pneus, limpar calhas e ralos, conservar piscinas tratadas, utilizar repelentes e apoiar ações de controle vetorial, como fumacê e outras estratégias biológicas.

As autoridades reforçam que a colaboração da população é essencial para conter o avanço da doença e reduzir o número de novos casos no Estado.