Brasil PRISÃO DE BANQUEIRO
Advogados de Daniel Vorcaro pedem ao STF acesso a provas que embasaram prisão preventiva
Defesa quer acesso a elementos usados pela Polícia Federal para justificar medida
05/03/2026 12h22
Por: Redação 24h News MS
Defesa pede ao STF acesso a provas usadas para decretar prisão do banqueiro Daniel Vorcaro (Foto: divulgação / Banco Master)

Os advogados de Daniel Vorcaro pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (05/03), que determine à Polícia Federal (PF) a apresentação das informações que embasaram o pedido de prisão preventiva executado contra o banqueiro na terceira fase da Operação Compliance Zero.

A defesa afirma que não teve acesso prévio aos elementos que fundamentaram o pedido de prisão e solicitou esclarecimentos sobre pontos citados na decisão do ministro André Mendonça, do STF, que determinou a prisão do empresário e de outros investigados.

Segundo os advogados, o objetivo é obter informações detalhadas sobre datas de mensagens atribuídas a Vorcaro, mencionadas no pedido de prisão, além de dados que comprovem a existência de um suposto grupo de mensagens chamado “A Turma”, que teria sido citado nas investigações.

A defesa também pediu esclarecimentos sobre datas de supostas invasões a sistemas de órgãos públicos, remoção de conteúdos em plataformas digitais e documentos que comprovariam o bloqueio de R$ 2,2 bilhões em uma conta atribuída ao pai do banqueiro.

Outro ponto solicitado pelos advogados são informações sobre pagamentos que, segundo a Polícia Federal, seriam utilizados para manter uma estrutura de monitoramento e intimidação de pessoas consideradas contrárias aos interesses financeiros de Vorcaro.

De acordo com as investigações, esses pagamentos seriam feitos por Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, apontado como responsável por gerir recursos do grupo investigado.

As apurações também mencionam um homem identificado como Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido nas investigações como “Sicário”, que teria recebido pagamentos mensais para executar atividades relacionadas ao monitoramento de pessoas e obtenção de informações sigilosas.