O Reino Unido, a França e a Alemanha não condenaram os ataques realizados contra Teerã e, em muitos casos, justificaram a ofensiva militar ao atribuir ao Irã a responsabilidade pela escalada do conflito no Oriente Médio.
Os líderes europeus afirmam que o avanço do programa nuclear iraniano e a atuação do país em conflitos regionais representam uma ameaça à segurança internacional, motivo pelo qual defendem medidas mais duras contra o governo iraniano.
Apesar do alinhamento de grande parte da Europa com Washington e Tel Aviv, a Espanha adotou posição diferente. O governo espanhol criticou os ataques e afirmou que a ação militar viola princípios do direito internacional.
Segundo autoridades espanholas, responder a uma ilegalidade com outra pode ampliar ainda mais a instabilidade global e levar o conflito a consequências imprevisíveis. O país defende que a crise seja resolvida por meio do diálogo e de negociações diplomáticas.
Pelas regras do direito internacional, o uso da força entre países deve ocorrer apenas com autorização do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o que não ocorreu neste caso.
A guerra começou após ataques militares conduzidos por Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos no Irã, no fim de fevereiro, elevando a tensão geopolítica e provocando reações militares e diplomáticas em diferentes regiões do mundo.