Três Lagoas AVIAÇÃO REGIONAL
Possível concessão federal reacende esperança de voos no Aeroporto de Três Lagoas
Terminal está sem operações regulares desde março de 2025 após saída da Azul
11/03/2026 08h44 Atualizada há 1 mês
Por: Redação 24h News MS
Aeroporto Municipal Plínio Alarcon pode entrar em pacote federal de concessões e voltar a ter voos comerciais (Foto: reprodução)

O Aeroporto Municipal Plínio Alarcon, em Três Lagoas, pode voltar ao centro das discussões sobre infraestrutura e conectividade aérea no interior de Mato Grosso do Sul.

A informação foi divulgada às 7h55 desta quarta-feira (11/03), quando surgiu a possibilidade de inclusão do terminal em um novo pacote de concessões aeroportuárias estudado pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

O modelo em análise pelo governo federal prevê que grandes aeroportos com alto fluxo de passageiros sejam concedidos em conjunto com terminais regionais.

Dessa forma, a gestão privada passaria a investir também em aeroportos menores considerados estratégicos para o desenvolvimento regional.

Neste cenário, o aeroporto de Três Lagoas poderia integrar um lote vinculado ao Aeroporto Internacional de Brasília.

Para Três Lagoas, reconhecida como um dos principais polos industriais do Centro-Oeste e conhecida nacionalmente pela forte indústria de celulose, a retomada da aviação comercial é considerada fundamental para fortalecer a logística empresarial e ampliar a conexão com outros centros econômicos do país.

 

 

AEROPORTO ESTÁ SEM VOOS HÁ UM ANO

Apesar da importância estratégica, o Aeroporto Plínio Alarcon está sem voos comerciais regulares desde março de 2025.

Na ocasião, a Azul Linhas Aéreas encerrou as operações no município.

Desde então, o terminal tem sido utilizado apenas por aeronaves particulares e voos de pequeno porte.

A interrupção ocorreu mesmo após uma série de melhorias estruturais realizadas no aeroporto para receber aviação comercial.

Entre as adequações feitas ao longo dos anos estão a pavimentação da pista e a construção do receptivo de passageiros.

Em diferentes períodos, companhias aéreas operaram voos ligando Três Lagoas a cidades como São Paulo e Campinas, permitindo conexões com diversos destinos nacionais.

O prefeito Dr. Cassiano Maia, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico Marcos Antônio Gomes Junior e outras autoridades municipais seguem tentando reverter a situação.

A administração municipal busca negociar com companhias aéreas a retomada de voos regulares no aeroporto.

 

 

 

DESAFIOS PARA RETOMADA

A manutenção de rotas regionais enfrenta desafios frequentes no setor aéreo brasileiro.

Entre os fatores apontados pelas companhias estão os custos operacionais elevados, pagamento de leasing de aeronaves e variações na ocupação dos voos.

Para estimular operações no interior, o Governo de Mato Grosso do Sul mantém incentivos fiscais sobre o combustível de aviação.

A medida prevê redução do ICMS para empresas que operam rotas no Estado, buscando ampliar a malha aérea regional.

Mesmo com incentivos, a suspensão de voos em cidades do interior tem sido recorrente em diferentes regiões do país.

Especialistas apontam ainda que o aeroporto de Três Lagoas precisa avançar em alguns aspectos estruturais.

Entre eles está a instalação de equipamentos de navegação por instrumentos, tecnologia que permite maior segurança em pousos e decolagens em condições climáticas adversas.

A ausência desse sistema limita as operações e pode dificultar a ampliação da malha aérea.

 

POLO INDUSTRIAL PRESSSIONA POR CONECTIVIDADE

Enquanto a retomada da aviação comercial não ocorre, moradores e empresários precisam se deslocar até aeroportos de outras cidades.

Entre os principais destinos utilizados estão Araçatuba, Presidente Prudente e Campo Grande.

Com forte crescimento econômico impulsionado pela indústria, especialmente pelo setor de celulose, Três Lagoas consolidou-se como um dos principais centros produtivos de Mato Grosso do Sul.

Nesse cenário, lideranças locais defendem que a cidade não pode permanecer sem voos comerciais regulares.

A expectativa é que novos modelos de concessão aeroportuária e investimentos em infraestrutura possam viabilizar a reativação das rotas comerciais, ampliando a conectividade da região e atendendo à demanda crescente de passageiros e empresas instaladas no município.