Câmara dos Deputados RIO DE JANEIRO
Divisão armada da Guarda Municipal do Rio começa a atuar nas ruas
Nova unidade faz policiamento ostensivo para combater roubos e furtos
16/03/2026 15h16
Por: Redação 24h News MS
Nova divisão armada da Guarda Municipal começou patrulhamento em áreas estratégicas do Rio (Foto: Beth Santos / Prefeitura do Rio)

A divisão de elite da Guarda Municipal do Rio de Janeiro começou a atuar neste domingo (15/03). Criada para fazer o policiamento ostensivo contra roubos e furtos em áreas de grande circulação, a chamada Força Municipal é uma unidade que conseguiu o direito de portar arma de fogo.

Neste primeiro dia, os agentes foram designados para patrulhar o entorno do Terminal Gentileza, ponto de transbordo de ônibus, a rodoviária Novo Rio e a Estação Leopoldina, todos na região central da cidade, assim como o Jardim de Alah, entre os bairros de Ipanema e Leblon, na zona sul.

Os agentes podem ser identificados pelas boinas amarelas, cor que também está nos uniformes da nova divisão e contrasta com o cáqui, da atual Guarda Municipal.

“Os agentes passaram por um criterioso processo de seleção e agora, nas ruas, eles têm, diariamente, uma tarefa a cumprir e nós acompanhamos”, disse o prefeito Eduardo Paes, ao acompanhar a saída dos guardas do Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio), espécie de centro de comando da prefeitura.

Os agentes utilizam pistolas Glock, com capacidade para 15 tiros, além de equipamentos de menor potencial ofensivo, como spray de pimenta, gás lacrimogêneo e tasers, aparelhos de choque usados para imobilizações. Para garantir que o uso seja proporcional, os guardas utilizam câmeras corporais e GPS, que permitem monitoramento em tempo real.

O patrulhamento é realizado a pé, em duplas ou trios, com apoio de motos e viaturas. As equipes têm orientação para fazer abordagens preventivas ao identificarem comportamentos suspeitos relacionados a roubos e furtos.

Segundo o secretário de Segurança Urbana, Brenno Carnevale, o processo de seleção, monitoramento e treinamento permite que os agentes atuem “de forma técnica e estritamente dentro da lei”, o que deve contribuir para aumentar a confiança da população na nova força.

Os primeiros pontos de atuação foram definidos a partir da análise de dados sobre incidência de crimes patrimoniais e horários com maior número de ocorrências. A prefeitura prevê ampliar a atuação da Força Municipal para cerca de 20 áreas da cidade nas próximas etapas do projeto.

Entre os locais previstos para receber patrulhamento estão trechos de Copacabana e Botafogo, na zona sul, áreas do Centro, Barra da Tijuca, na zona oeste, e regiões próximas a estações de trem e metrô.

ARMAMENTO GEROU DISCUSSÃO

A criação da Força Municipal gerou debate na Câmara Municipal do Rio e questionamentos sobre o modelo adotado pela prefeitura. Críticos apontaram preocupações com a contratação temporária de agentes e com o porte de arma de fogo.

Duas ações foram apresentadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a legalidade da contratação sem concurso público e a autorização para o armamento da nova unidade.

A prefeitura, no entanto, afirma que a Força Municipal foi criada para complementar o trabalho das forças de segurança estaduais, como as polícias Civil e Militar, ampliando o policiamento preventivo em áreas com maior incidência de crimes.