Exames clínicos indicaram neste domingo (15/03) que o ex-presidente da República Jair Bolsonaro teve uma melhora da função renal nas últimas horas. Ainda assim, devido a uma elevação dos marcadores inflamatórios no sangue, os médicos que o atendem decidiram ampliar a dosagem de antibióticos.
Bolsonaro está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Brasília desde a manhã de sexta-feira (13/03), tratando de uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.
Segundo o boletim médico divulgado pela equipe responsável pelo tratamento, o quadro clínico do ex-presidente permanece estável, mas ainda não há previsão de quando ele poderá deixar a UTI. Além do aumento na cobertura dos antibióticos, os médicos também intensificaram sessões de fisioterapia respiratória e motora.
Na última sexta-feira, Bolsonaro passou mal e foi levado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital DF Star, após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
O ex-presidente está detido na Papudinha, prédio do Complexo Penitenciário da Papuda, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.
DECISÃO DO STF
Em decisão divulgada na sexta-feira (13/03), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a presença da esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, no hospital como acompanhante.
Moraes também autorizou que os filhos Jair Renan, Flávio, Carlos e Laura, além da enteada Letícia, possam visitá-lo durante a internação.
O ministro ainda determinou que a vigilância do ex-presidente seja feita pelo Núcleo de Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, com policiais de prontidão 24 horas no hospital.
Também foi proibida a entrada de celulares, computadores ou outros dispositivos eletrônicos na unidade onde Bolsonaro está internado, exceto equipamentos médicos.