O advogado da família da policial militar Gisele Alves Santana apresentou nesta segunda-feira (16/03) denúncias anteriores contra o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, companheiro da vítima quando ela foi encontrada morta em São Paulo.
Segundo a defesa, os registros apontam um histórico de perseguição e assédio moral atribuídos ao oficial. A policial foi encontrada com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro, no apartamento onde estava com o companheiro na capital paulista. Inicialmente o caso foi registrado como suicídio, mas posteriormente passou a ser investigado como morte suspeita.
Durante entrevista à imprensa, o advogado Miguel Silva apresentou um boletim de ocorrência de 2009 feito por uma ex-esposa do tenente-coronel. No documento, ela relata ameaças e comportamento agressivo do militar.
De acordo com o relato da ex-mulher, o oficial mantinha vigilância constante sobre ela e fazia ameaças para impedir que a vítima se relacionasse com outras pessoas.
A defesa também mencionou uma denúncia apresentada por uma policial subordinada ao coronel, que o acusou de perseguição e assédio moral. Segundo o advogado, houve inclusive condenação por danos morais no caso.
INVESTIGAÇÃO
No dia da morte, o tenente-coronel estava no apartamento e foi quem acionou o socorro, relatando inicialmente que se tratava de suicídio. Depois, a ocorrência passou a ser tratada pela Polícia Civil como morte suspeita.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a investigação continua em andamento e que a tipificação do crime poderá ser alterada conforme o avanço das apurações e a análise de novos laudos periciais.
Em nota, a pasta afirmou que depoimentos já foram colhidos e que exames complementares são aguardados para esclarecer as circunstâncias da morte. O caso é acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar.