Um homem procurado pela Justiça foi preso na tarde de segunda-feira (13), na estação Palmeiras–Barra Funda, na zona oeste da capital, após ser identificado pelo sistema do programa Muralha Paulista , do Governo do Estado de São Paulo, integrado às câmeras de monitoramento do Metrô.
A identificação ocorreu no momento em que o indivíduo passou pelas catracas de acesso. O sistema emitiu um alerta automático indicando a presença de um foragido, com base em dados previamente cadastrados. Equipes da Polícia Militar que atuavam no monitoramento do local foram acionadas e realizaram a abordagem.
Após consulta, foi confirmado um mandado de prisão em aberto por roubo (artigo 157 do Código Penal), expedido pela Justiça de São Paulo. O homem foi detido e conduzido à Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), onde a ocorrência foi registrada como captura de procurado.
A ação é resultado da integração entre a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM), que, por meio do sistema de monitoramento do Metrô e do programa Muralha Paulista, amplia a capacidade de identificação de indivíduos com pendências judiciais em áreas de grande circulação. O uso da tecnologia permite respostas rápidas e maior eficiência no trabalho policial, contribuindo para a retirada de foragidos das ruas.
O programa Muralha Paulista opera câmeras interligadas, distribuídas entre leitores de placas, equipamentos de reconhecimento facial e dispositivos de monitoramento em tempo real. A rede integra câmeras e sensores de órgãos públicos e privados a bases de dados e indicadores de localização, ampliando a capacidade de análise e resposta das forças policiais, operacionais e especializadas.
As câmeras do Muralha Paulista cruzam informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utilizam reconhecimento facial para identificar automaticamente foragidos da Justiça. Também contribuem para monitorar e ajudar a organizar o trânsito, localizar pessoas desaparecidas e veículos furtados ou roubados por meio da leitura e análise de placas.
A tecnologia restringe rotas de fuga, dificulta a movimentação dos criminosos e aumenta a capacidade de resposta das forças de segurança. Uma vez identificados e presos, os autores deixam de reincidir nesses tipos de crimes.