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Operação da Polícia de SP contra jogos de azar termina com 2 presos e R$ 40 mil apreendidos
Suspeitos, que usavam as redes sociais para escolher vítimas, são investigados por estelionato
23/04/2026 13h15
Por: 24h News MS Fonte: Secom SP

Por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Avaré, a Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (23) a Operação Fim de Jogo, que investiga suspeitos de divulgar plataformas ilegais de jogos de azar online.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início após denúncia anônima que indicava o uso de redes sociais para promover jogos de azar online. As apurações apontam que um homem, de 27 anos, e uma mulher, de 26, integravam um esquema de captação de usuários, com possível indução de seguidores a realizar depósitos em plataformas virtuais, o que pode configurar crimes como estelionato e associação criminosa.

Segundo as informações, os suspeitos poderiam receber dinheiro por meio de comissões, bônus e valores fixos, geralmente relacionados à quantidade de usuários direcionados às plataformas, muitas delas sediadas no exterior e sem autorização para funcionar no Brasil.

A análise de celulares e outros dispositivos apreendidos em fases anteriores apontou conversas sobre negociação de campanhas digitais e divulgação de plataformas de apostas, incluindo estratégias para alcançar mais pessoas. Também foi identificada a utilização de contas de demonstração que exibiam ganhos altos e levado seguidores a acreditar em lucros fáceis e a apostar com dinheiro próprio.

Foram apreendidos mais de R$ 40 mil em dinheiro, joias, aparelhos celulares, um simulacro de arma de fogo e diversos documentos

Após as investigações, o caso foi encaminhado à Justiça, que expediu mandados de busca, apreensão e prisão preventiva. A dupla foi detida em endereços residenciais de Avaré.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes realizaram sete mandados de busca e apreensão e apreenderam cinco veículos, sendo dois carros e três motocicletas, além de mais de R$ 40 mil em dinheiro, joias, aparelhos celulares, um simulacro de arma de fogo e diversos documentos.

As investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.