O deputado federal Marcos Pollon afirmou que a suspensão aprovada pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados representa uma tentativa de impedir a atuação de parlamentares que defendem a anistia aos presos pelos atos de 8 de Janeiro.
A declaração foi feita após a votação realizada nesta terça-feira (05), que aprovou por 13 votos a 4 a suspensão do mandato do parlamentar sul-mato-grossense pelo período de dois meses.
Segundo Pollon, o processo teria motivação política. “Esse é o objetivo, impedir aqueles que não se dobram, que não se rendem, que não se vendem. Estamos sendo julgados porque nos levantamos por aqueles que não têm mais voz. Não teremos medo”, declarou o deputado.
Durante a sessão do Conselho de Ética, o parlamentar voltou a defender os envolvidos nos atos de 8 de Janeiro e criticou as prisões relacionadas ao caso. Pollon afirmou ainda que existem supostos abusos contra os presos, citando situações de violência, humilhação e negligência.
“O grau de injustiça que estamos vendo no nosso país é absurdo, grotesco e desesperador”, afirmou o deputado durante a reunião.
Conforme informado durante a sessão, a decisão ainda não tem efeito imediato. O caso poderá ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC) e também passará por votação no plenário da Câmara dos Deputados, que decidirá se mantém ou não a punição aplicada.
A representação contra Pollon ocorreu após a ocupação da Mesa Diretora da Câmara durante protesto ligado à defesa da anistia aos condenados do 8 de Janeiro e em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além de Pollon, também foram alvo de punição os deputados Zé Trovão e Marcel van Hattem.