Brasil ACIDENTE NA SALIM
Dono de Porsche acusado de matar motorista de aplicativo em SP irá a júri popular
Fernando Sastre dirigia alcoolizado e acima de 100 km/h quando atingiu veículo de motorista de app em São Paulo
11/05/2026 14h20
Por: Redação 24h News MS
Fernando Sastre irá a júri popular pelo acidente que matou motorista de aplicativo em São Paulo (Foto: divulgação / TV Brasil)

O empresário Fernando Sastre Filho irá a júri popular pelo acidente que matou o motorista de aplicativo Orlando da Silva Viana, em São Paulo. A decisão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo nesta segunda-feira (11/05).

O julgamento está marcado para o dia 29 de outubro de 2026, às 10h, no Plenário 7 do Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista.

Fernando Sastre está preso preventivamente desde 2024, após ser acusado de provocar o acidente enquanto dirigia um Porsche em alta velocidade na Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, o empresário conduzia o veículo acima de 100 quilômetros por hora em uma via onde o limite permitido era de 50 km/h.

O caso aconteceu no dia 31 de março de 2024, quando o Porsche atingiu o carro conduzido pelo motorista de aplicativo Orlando da Silva Viana, que morreu no local devido ao impacto da colisão.

Ainda conforme o inquérito policial, minutos antes do acidente, Fernando Sastre estava em um restaurante e teria consumido bebida alcoólica.

Após a colisão, o empresário deixou o local acompanhado da mãe, Daniela Cristina de Medeiros Andrade, e acabou liberado inicialmente sem realizar o teste do bafômetro.

Posteriormente, a investigação teve acesso à comanda do restaurante e também ao depoimento da namorada do empresário, que confirmou o consumo de bebidas alcoólicas por pessoas que estavam no local.

Com base nas provas reunidas durante a investigação, a Justiça decretou a prisão do empresário no dia 3 de maio de 2024. Após permanecer foragido por três dias, Fernando Sastre se apresentou às autoridades.

Se condenado, ele poderá responder por homicídio doloso qualificado, cuja pena varia entre 12 e 30 anos de prisão, além de lesão corporal gravíssima.