Mato Grosso do Sul alcançou em 2025 o maior número de trabalhadores ocupados da série recente, chegando a 1,46 milhão de pessoas empregadas, segundo dados da PNAD Contínua – Rendimento de Todas as Fontes 2025, divulgada pelo IBGE.
O levantamento aponta crescimento de 4% em relação a 2024 e confirma o fortalecimento do mercado de trabalho sul-mato-grossense.
Além do avanço na ocupação, o Estado também registrou o 7º maior rendimento médio do país, com média salarial de R$ 3.727, além de uma massa mensal de renda recorde estimada em R$ 6,75 bilhões.
Os números mostram que, em 2025, Mato Grosso do Sul contabilizou 825 mil homens e 638 mil mulheres ocupadas, superando os 1,41 milhão de trabalhadores registrados no ano anterior.
Outro dado destacado pelo IBGE é o aumento da participação do trabalho na composição da renda das famílias. Em 2025, os rendimentos provenientes do trabalho passaram a representar 80,7% da renda domiciliar per capita, acima dos 79,5% registrados em 2024.
Para o secretário da Semadesc, Artur Falcette, os resultados refletem o fortalecimento econômico vivido pelo Estado nos últimos anos.
“A PNAD mostra um Estado que cresce com geração de trabalho, renda e oportunidades. Quando a renda do trabalho ganha participação na composição das famílias, isso indica dinamismo econômico, atração de investimentos e fortalecimento das cadeias produtivas”, afirmou.
Segundo o secretário, os números também ajudam a explicar o desempenho de Mato Grosso do Sul no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, onde o Estado aparece como o 2º melhor do país na dimensão Capital Humano.
ESCOLARIDADE E RENDA
O levantamento também reforça a relação entre escolaridade e renda.
Em Mato Grosso do Sul, trabalhadores com ensino superior completo recebem, em média, R$ 6.632, enquanto pessoas sem instrução possuem rendimento médio estimado em R$ 1.824.
Entre os trabalhadores ocupados, o maior grupo já possui ensino médio completo, totalizando 488 mil pessoas. Já os trabalhadores com ensino superior completo somaram 375 mil.
BOLSA FAMÍLIA
Os dados também mostram redução no percentual de domicílios atendidos pelo Bolsa Família em Mato Grosso do Sul.
Depois de atingir 13% em 2024, o índice caiu para 9,5% em 2025, equivalente a 102 mil domicílios, colocando o Estado com o 5º menor percentual do país, abaixo da média nacional de 17,2%.
O rendimento domiciliar per capita médio do Estado chegou a R$ 2.369, o 8º maior do Brasil.
Segundo o secretário-executivo de Qualificação Profissional e Trabalho da Semadesc, Esaú Aguiar, o crescimento econômico de Mato Grosso do Sul está diretamente ligado à expansão da agroindústria, da economia verde e dos investimentos industriais.