Mato Grosso do Sul EXONERAÇÃO IMEDIATA
Governo de MS exonera Rudi Fiorese do comando da Agesul após operação do “tapa-buraco”
Ex-secretário de Obras de Campo Grande foi alvo da operação “Buraco Sem Fim”, que apura fraudes milionárias em contratos públicos
12/05/2026 12h35
Por: Redação 24h News MS
Governo de Mato Grosso do Sul exonerou Rudi Fiorese da presidência da Agesul após operação do Ministério Público (Foto: divulgação / Agesul)

O Governo de Mato Grosso do Sul exonerou o engenheiro Rudi Fiorese do cargo de diretor-presidente da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), após ele ser alvo da Operação “Buraco Sem Fim”, deflagrada pelo Ministério Público na manhã desta terça-feira (12/05).

A exoneração foi confirmada por meio de nota oficial divulgada pela Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística), pasta responsável pela Agesul.

No comunicado, a secretaria afirmou que as investigações não envolvem contratos do Governo do Estado e que a apuração está relacionada exclusivamente à atuação de Rudi Fiorese em gestões anteriores da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) de Campo Grande.

“A Seilog, comprometida com lisura e transparência na administração pública, acompanha o desenrolar da investigação, e já tomou as providências necessárias, com exoneração do servidor”, destacou a nota oficial.

A Operação “Buraco Sem Fim” foi deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Gaeco, Gecoc, Unidade de Apoio à Investigação do CI/MPMS e da 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público da Capital.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão.

Segundo o MPMS, as investigações apontam a existência de uma organização criminosa suspeita de fraudar contratos de manutenção e tapa-buraco em Campo Grande, por meio da manipulação de medições e pagamentos por serviços que não teriam sido executados integralmente.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, investigadores localizaram pelo menos R$ 429 mil em dinheiro vivo nas residências de investigados.

Conforme o Ministério Público, o esquema teria provocado desvio de recursos públicos, enriquecimento ilícito e prejuízos à qualidade das vias públicas da Capital.

As apurações ainda indicam que, entre os anos de 2018 e 2025, uma empresa investigada recebeu mais de R$ 113,7 milhões em contratos e aditivos ligados aos serviços investigados.