Brasil MISSÃO PELO HEXA
Inspirado pelo Carnaval, Ancelotti quer Seleção Brasileira alegre, organizada e comprometida
Técnico italiano afirma que excesso de pressão atrapalha jogadores e defende resgate da criatividade brasileira rumo ao hexa
13/05/2026 13h14
Por: Redação 24h News MS
Carlo Ancelotti afirmou que quer levar para a Seleção Brasileira a alegria, energia e organização vistas no Carnaval brasileiro (Foto: Reuters / Isabel Infantes)

Carlo Ancelotti afirmou que quer levar para a Seleção Brasileira características que encontrou no Carnaval do Brasil, como alegria, energia, organização e comprometimento, na tentativa de recolocar o país no caminho do hexacampeonato mundial.

A declaração foi dada pelo treinador italiano durante entrevista concedida à Reuters na sede da CBF, no Rio de Janeiro, às vésperas do início da Copa do Mundo de 2026.

Segundo Ancelotti, o principal problema da Seleção não é falta de talento, mas sim o excesso de pressão sobre os jogadores, tanto da torcida quanto dos próprios atletas.

“O que eu notei este ano, para ser honesto, é que há muita pressão sobre os jogadores”, afirmou o treinador.

O comandante italiano destacou que essa cobrança excessiva acaba afetando a criatividade e a energia que, segundo ele, sempre foram marcas históricas do futebol brasileiro.

Ancelotti revelou que usou o Carnaval como exemplo do que pretende implementar na Seleção Brasileira. O treinador contou que ficou impressionado com a organização e o envolvimento das pessoas durante os desfiles no Rio de Janeiro.

“Quero levar para a seleção alegria, energia, organização, comprometimento e atitude”, disse o técnico.

Para o treinador, o Brasil não perdeu sua essência no futebol mundial, mas precisa unir talento individual com maior organização coletiva para voltar a conquistar uma Copa do Mundo após 24 anos de espera.

Ancelotti também afirmou que o futebol moderno exige intensidade, disciplina tática e trabalho em equipe, porém sem abrir mão da criatividade natural dos jogadores brasileiros.

“O talento é importante, mas para vencer o talento, você precisa de organização. Organização você ensina, talento não”, declarou.

O técnico ainda ressaltou que não vê uma seleção favorita absoluta para a Copa de 2026 e acredita que a equipe mais resiliente será a campeã do torneio.