Mato Grosso do Sul PROJETO DE POLLON
Comissão da Câmara aprova projeto que autoriza porte de arma para médicos veterinários
Proposta de Marcos Pollon prevê autorização nacional para veterinários que atuam principalmente em áreas rurais
13/05/2026 15h08
Por: Redação 24h News MS
Comissão da Câmara aprovou projeto de Marcos Pollon que autoriza porte de arma para médicos veterinários em todo o país (Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (13/05), o Projeto de Lei 5976/2025, de autoria do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), que autoriza o porte de arma de fogo para médicos veterinários em todo o país.

A proposta prevê que profissionais regularmente registrados no Conselho Federal de Medicina Veterinária possam solicitar autorização para portar arma de fogo de uso permitido para defesa pessoal durante o exercício da profissão, principalmente em áreas rurais.

Conforme o texto aprovado na comissão, o porte será concedido pela Polícia Federal, terá validade em todo o território nacional e duração de cinco anos, podendo ser renovado mediante nova comprovação dos requisitos legais.

Para obter a autorização, o médico veterinário deverá apresentar inscrição ativa no conselho profissional, certidões negativas criminais das Justiças Federal, Estadual, Militar e Eleitoral, comprovante de residência fixa, além de laudos de aptidão psicológica e capacidade técnica para o manuseio da arma.

Na justificativa do projeto, Marcos Pollon argumenta que médicos veterinários frequentemente atuam em regiões afastadas e vulneráveis à criminalidade rural.

Segundo o parlamentar, os profissionais acabam expostos a situações de risco envolvendo roubo de gado, invasões de propriedades, furtos de insumos agrícolas e conflitos no campo.

O texto também cita dados relacionados ao aumento da criminalidade em áreas rurais e aponta que veterinários realizam inspeções, avaliações sanitárias, emissão de laudos e atendimentos em propriedades isoladas, muitas vezes sem apoio imediato de forças de segurança.

Após a aprovação na Comissão de Segurança Pública, o projeto ainda seguirá para análise de outras comissões da Câmara antes de ser votado em plenário.