Brasil BUSCA E APREENSÃO
PF faz busca contra Cláudio Castro e decreta prisão de dono da Refit em operação bilionária
Operação Sem Refino investiga suspeitas de ocultação patrimonial, fraudes fiscais e evasão de recursos no setor de combustíveis
15/05/2026 08h35
Por: Redação 24h News MS
Polícia Federal realizou buscas contra Cláudio Castro durante operação que investiga grupo econômico do setor de combustíveis (Foto: divulgação / Agência Brasil)

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (15/05), durante a Operação Sem Refino, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo um grupo econômico do setor de combustíveis.

Outro alvo da operação é o empresário Ricardo Magro, proprietário da Refit (Refinaria de Manguinhos), contra quem foi expedido mandado de prisão preventiva.

Conforme a Polícia Federal, a investigação apura a atuação de um conglomerado suspeito de utilizar estruturas societárias e financeiras para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.

Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.

As ordens judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros, além da suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.

Segundo a PF, um dos investigados também foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localização e captura de foragidos.

A operação contou ainda com apoio técnico da Receita Federal.

As investigações apuram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de uma refinaria ligada ao grupo investigado.

Conforme a Polícia Federal, a apuração faz parte das investigações conduzidas no âmbito da ADPF 635, ação relacionada à atuação de organizações criminosas e possíveis conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.

A defesa de Cláudio Castro informou que ainda não teve acesso ao conteúdo completo da decisão judicial determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Em nota, os advogados afirmaram que o ex-governador colaborou com as buscas e que “nada de relevante foi apreendido” durante a ação.