Três Lagoas RETOMADA BILIONÁRIA
Durante evento na Bahia, Petrobras confirma retomada da UFN-3 em Três Lagoas e prevê operação até 2029
Estatal reforçou que fábrica de fertilizantes em Três Lagoas segue em tratativas para conclusão das obras e deve gerar cerca de 8 mil empregos
15/05/2026 09h40
Por: Redação 24h News MS
Petrobras voltou a confirmar retomada da UFN-3 em Três Lagoas durante evento realizado na Bahia (Foto: divulgação / Petrobras)

A Petrobras confirmou a retomada da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-3), em Três Lagoas, durante evento realizado na Bahia na quinta-feira (14/05), onde a estatal voltou a destacar o projeto como estratégico para ampliar a produção nacional de fertilizantes e reduzir a dependência brasileira das importações.

Conforme informações divulgadas durante o evento, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a companhia segue em tratativas para concluir a obra da fábrica, que está paralisada desde 2014 e possui aproximadamente 80% da estrutura já concluída.

“Nós estamos em tratativas para a finalização da construção da UFN-3 no Mato Grosso do Sul”, declarou a presidente da estatal durante agenda realizada ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Bahia.

A previsão da Petrobras é que a unidade entre em operação até 2029, após investimento estimado em cerca de US$ 1 bilhão. A fábrica terá capacidade para produzir aproximadamente 3,6 mil toneladas diárias de ureia e cerca de 2,2 mil toneladas de amônia, atendendo principalmente o agronegócio das regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste do país.

Além do impacto estratégico para o setor agrícola, a retomada da UFN-3 deve movimentar fortemente a economia de Mato Grosso do Sul. A expectativa é de geração de aproximadamente 8 mil empregos durante a fase de construção da unidade, além da criação de novas oportunidades indiretas em diversos setores.

A Petrobras também já definiu empresas responsáveis pelos lotes da retomada das obras, divididas em sete etapas diferentes, envolvendo áreas como produção de amônia, granulação de ureia, energia, automação industrial, armazenagem e sistemas de água e efluentes.

A UFN-3 começou a ser construída em 2011, porém teve as obras interrompidas em 2014 durante o processo de reestruturação da Petrobras. Nos últimos anos, o projeto voltou ao centro das discussões nacionais diante da alta dependência brasileira de fertilizantes importados. Atualmente, o Brasil importa cerca de 80% dos fertilizantes utilizados no país.