Três Lagoas INSATISFAÇÃO
Reajuste de até 1.185% na Cassems provoca reação de sindicatos e revolta entre usuários em Três Lagoas
Cobrança para dependentes saltou de R$ 35 para R$ 450; beneficiários também denunciam problemas no atendimento da unidade em Três Lagoas
19/05/2026 08h56
Por: Redação 24h News MS
Reajuste anunciado pela Cassems provocou reação de sindicatos e aumentou reclamações de usuários em Três Lagoas (Foto: reprodução)

O reajuste anunciado pela Cassems para dependentes cônjuges provocou forte repercussão entre servidores públicos, sindicatos e beneficiários de Mato Grosso do Sul. O aumento elevou a cobrança fixa mensal de R$ 35 para R$ 450, reajuste que representa alta de 1.185%.

A mudança foi divulgada pela própria instituição, que justificou a medida com base em estudos financeiros apontando desequilíbrio no custeio dos dependentes.

Segundo a Cassems, o grupo arrecadou cerca de R$ 61 milhões nos últimos 12 meses, enquanto as despesas assistenciais ultrapassaram R$ 250 milhões, gerando déficit anual estimado em R$ 189 milhões.

Ainda conforme a instituição, fatores como envelhecimento da população, aumento dos custos médicos e utilização de tratamentos de alta complexidade pressionaram o sistema de saúde suplementar.

Após a repercussão do reajuste, sindicatos e associações passaram a cobrar maior participação financeira do Governo do Estado no custeio do plano de saúde.

A Fetems afirmou que vem defendendo maior investimento estadual, principalmente para atender servidores com salários mais baixos.

Já a ACSMP/MS informou que encaminhou pedido ao governador Eduardo Riedel solicitando medidas para reduzir os impactos financeiros provocados pelo reajuste aos militares estaduais.

As entidades alegam que o aumento pegou muitos beneficiários de surpresa e poderá comprometer diretamente o orçamento de diversas famílias.

Além da discussão envolvendo o reajuste, usuários da Cassems em Três Lagoas também passaram a utilizar as redes sociais para denunciar dificuldades no atendimento prestado pelo plano e pelo hospital da instituição na cidade.

Entre as principais reclamações estão relatos de demora, falta de informação, desorganização e mudanças de atendimento sem aviso prévio aos pacientes.

Um dos casos envolve uma moradora de Brasilândia, que afirma ter percorrido mais de 60 quilômetros até Três Lagoas para uma consulta agendada pelo plano. Segundo o relato, ao chegar ao local, foi informada de que a médica não atendia mais pela Cassems e que seria necessário pagamento adicional de 30% do valor da consulta.

Ainda conforme a denúncia, a paciente aguardou durante horas por uma possível autorização excepcional, mas acabou deixando a unidade sem atendimento.

As críticas também cobram mais transparência da instituição e respostas diante das reclamações feitas pelos beneficiários.