O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), Zaloar Murat Martins de Souza, negou pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do ex-secretário municipal de Obras de Campo Grande, Rudi Fiorese, investigado na Operação Buraco Sem Fim, do Ministério Público Estadual (MPE-MS).
A decisão foi divulgada na terça-feira (19/05) e também manteve presas outras duas pessoas investigadas no suposto esquema de corrupção relacionado a contratos de tapa-buraco.
Segundo o magistrado, mesmo afastado do cargo público, Rudi Fiorese ainda representa risco às investigações.
Na decisão, o desembargador destacou que a saída da função pública não elimina a possibilidade de interferência na apuração dos fatos.
Conforme o entendimento do relator, Rudi exercia papel considerado estratégico dentro do suposto esquema investigado.
“O paciente Rudi Fiorese, à época ocupante do cargo de secretário municipal da Sisep, exerceria o papel de garantidor institucional da empreitada delitiva”, destacou o desembargador na decisão.
Ainda conforme o magistrado, o ex-secretário teria conferido aparência de legalidade aos procedimentos administrativos investigados, incluindo validação de medições supostamente fraudulentas e liberação de pagamentos relacionados aos contratos.
As defesas dos investigados alegavam ilegalidade nas prisões e pediam concessão de liminar em habeas corpus.
No entanto, o desembargador afirmou não ter identificado elementos suficientes para revogar as prisões preventivas.
Também tiveram pedidos negados Mehdi Talayeh, apontado como articulador técnico do esquema, e Edivaldo Aquino Pereira, fiscal substituto dos contratos investigados.
A Operação Buraco Sem Fim investiga suspeitas de irregularidades, fraudes em contratos públicos e possível esquema de corrupção envolvendo serviços de tapa-buraco em Campo Grande.