O Governo de Mato Grosso do Sul lançou na segunda-feira (18/05) os primeiros avisos de licitação para implantação de um novo sistema de abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados.
O projeto faz parte de um investimento estimado em R$ 50 milhões voltado à segurança hídrica das comunidades indígenas da região.
Segundo o Governo do Estado, cerca de 30 mil pessoas deverão ser beneficiadas com as obras.
Os editais foram publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) e preveem investimentos iniciais de R$ 4,49 milhões em cada contrato.
Os recursos são provenientes do Ministério dos Povos Indígenas, por meio da Caixa Econômica Federal.
A abertura das licitações está marcada para o dia 3 de junho.
As obras incluem perfuração de poços, implantação de rede de distribuição, reservatórios e adutoras para garantir abastecimento contínuo de água tratada diretamente nas residências das aldeias.
O projeto foi elaborado pela Sanesul e será executado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog).
O vice-governador Barbosinha afirmou que a iniciativa representa avanço social e estrutural para as comunidades indígenas de Dourados.
“Levar água de qualidade às aldeias é reduzir desigualdades, promover cidadania e reafirmar que desenvolvimento só faz sentido quando alcança quem mais precisa”, declarou.
Segundo o Governo do Estado, também seguem em andamento discussões com o Governo Federal para ampliação de ações em áreas como habitação, infraestrutura e pavimentação.
O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, destacou que o projeto prevê estrutura completa de abastecimento.
“Estamos falando de um projeto completo, que vai da perfuração dos poços à distribuição nas casas. É uma estrutura que garante água de qualidade, com pressão e continuidade”, afirmou.
Enquanto as obras definitivas não começam, o Governo do Estado mantém ações emergenciais nas aldeias com caminhões-pipa, distribuição de água nas residências e apoio da Defesa Civil.
Também foram perfurados dois poços provisórios, um em cada comunidade.