A empresa de mobilidade urbana 99 desenvolveu uma tecnologia para monitorar o comportamento de motociclistas parceiros por meio de sensores e algoritmos capazes de identificar manobras consideradas perigosas no trânsito.
Entre os comportamentos observados pelo sistema estão acelerações bruscas, frenagens repentinas, curvas acentuadas, mudanças rápidas de faixa e excesso de velocidade.
Segundo a empresa, os próximos pontos que passarão a ser monitorados incluem ultrapassagem de sinal vermelho, circulação na contramão e condução sobre calçadas.
De acordo com dados internos da plataforma, até 82% dos motociclistas conseguem corrigir comportamentos de risco após receberem alertas preventivos enviados pelo aplicativo.
O levantamento faz parte do Relatório de Direção e analisou os três primeiros meses de 2026.
No Rio de Janeiro, cidade piloto da iniciativa, o melhor resultado foi registrado em março, quando 82% dos motociclistas advertidos passaram a dirigir de forma mais segura.
A gerente sênior de segurança da 99, Maria Luiza Marcolan, explicou que os motociclistas precisam manter nota mínima de 60% para continuarem ativos na plataforma.
“A gente manda uma mensagem para o motorista com nota menor que 60% para ter atenção. Se não melhorar seu comportamento em 15 dias, vai sofrer uma restrição”, afirmou.
Segundo ela, os bloqueios começam com suspensão de cinco dias e podem chegar ao desligamento definitivo da plataforma em caso de reincidência.
A empresa também informou que, entre os motociclistas que sofreram primeira restrição, cerca de 60% melhoraram a condução.
Ainda conforme a 99, houve redução de 35% nos acidentes registrados no primeiro trimestre de 2026, índice considerado três vezes maior que o registrado no mesmo período de 2025.
A empresa afirma que o uso combinado de tecnologia e ações educativas contribui diretamente para a redução de riscos no trânsito.