Brasil DECISÃO DO STF
Flávio Dino nega pedido de soltura de Deolane Bezerra
Ministro do STF afirmou que prisão da influenciadora investigada por lavagem de dinheiro é legal
24/05/2026 12h50
Por: Redação 24h News MS
Ministro Flávio Dino negou pedido de soltura de Deolane Bezerra em investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao PCC (Foto: Luiz Silveira / STF)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio Dino, negou o pedido de soltura da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa durante a Operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro ligada à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

A decisão foi assinada na sexta-feira (23/05) e publicada neste sábado (24/05). No entendimento do ministro, o STF não é a instância adequada para analisar o pedido de liberdade, já que a prisão foi determinada pela Justiça de primeira instância.

Mesmo assim, Dino destacou na decisão que não identificou ilegalidade na prisão da influenciadora.

“Não detecto manifesta ilegalidade ou teratologia hábil à concessão da ordem de habeas corpus”, escreveu o ministro.

Deolane Bezerra foi presa na quinta-feira (21/05), em Alphaville, na região metropolitana de São Paulo, durante operação do Ministério Público e da Polícia Civil.

Segundo as investigações, ela teria recebido valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, utilizada para lavagem de dinheiro da organização criminosa.

Após a prisão, Deolane foi transferida da Penitenciária Feminina de Santana, na capital paulista, para a unidade prisional de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.

As investigações apontam que a influenciadora movimentava recursos financeiros ligados ao esquema criminoso e utilizava contas para dificultar o rastreamento do dinheiro.

Deolane possui mais de 20 milhões de seguidores nas redes sociais e ganhou notoriedade nacional após a morte do funkeiro MC Kevin, em 2021.

Ela também já havia sido presa em setembro de 2024 durante a Operação Integration, que investigava lavagem de dinheiro e jogos ilegais.

A Operação Vérnix segue investigando possíveis conexões entre influenciadores, empresas e integrantes do crime organizado.