Representantes de cerca de 40 países participaram, na última semana, da Reunião Ministerial do Clima de Copenhague, na Dinamarca, para discutir ações globais de combate às mudanças climáticas, com foco na redução do uso de combustíveis fósseis e no combate ao desmatamento ilegal.
O encontro reuniu lideranças ligadas à COP30, realizada sob presidência do Brasil, e à futura COP31, que ocorrerá em Antália, na Turquia, em novembro deste ano.
Durante a reunião, foi apresentada a proposta preliminar do chamado Acelerador Global de Implementação Climática, iniciativa lançada em Belém durante a COP30.
O objetivo do mecanismo é acelerar soluções práticas e ampliar a implementação de medidas voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa.
Segundo a CEO da COP30, Ana Toni, a proposta busca transformar os debates climáticos em ações concretas e rápidas.
“A proposta é acelerar soluções, como tecnologias, procedimentos e metodologias, incluídas em Planos de Aceleração de Soluções”, afirmou.
Outro tema central do encontro foi a construção dos chamados “Mapas do Caminho” sobre combustíveis fósseis e desmatamento até 2030, compromisso firmado durante a COP28, em Dubai.
A Presidência da COP30 informou que recebeu 444 contribuições internacionais para elaboração das estratégias relacionadas ao combate ao desmatamento e à transição energética.
O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, destacou que os principais desafios atuais envolvem financiamento e transferência de tecnologia para que os países consigam implementar medidas ambientais em larga escala.
“A Presidência da COP30 está se esforçando para trazer as melhores informações para que os debates sobre desmatamento e combustíveis fósseis tenham o melhor embasamento possível”, declarou.
Durante as discussões, representantes também debateram metas nacionais de redução de emissões, adaptação climática e fortalecimento de políticas globais para limitar o aquecimento da Terra em até 1,5°C, conforme previsto no Acordo de Paris.
A diretora de Clima do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Liliam Chagas, afirmou que os países vivem um momento de transição entre a fase de negociações e a implementação prática das metas climáticas.
Segundo ela, a prioridade agora é transformar os compromissos firmados nos últimos anos em políticas concretas de redução das emissões e adaptação às mudanças climáticas.