Polícia ESQUEMA CRIMINOSO
Gaeco deflagra Operação Janus contra esquema criminoso envolvendo policiais militares em MS
Mandados são cumpridos em Campo Grande e Ribas do Rio Pardo durante investigação sobre tráfico, agiotagem e ameaças
28/05/2026 10h29
Por: Redação 24h News MS
Operação Janus cumpre mandados contra policiais militares investigados pelo Gaeco em Mato Grosso do Sul (Foto: divulgação / Gaeco-MPMS)

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), deflagrou na manhã desta quinta-feira (28/05), a Operação Janus, contra um suposto esquema criminoso envolvendo policiais militares em Mato Grosso do Sul.

Conforme informações divulgadas pelo MPMS, a operação tem como alvo policiais militares que atuavam na 13ª Companhia Independente da Polícia Militar, sediada em Ribas do Rio Pardo.

Durante a ação, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão domiciliar nas cidades de Campo Grande e Ribas do Rio Pardo.

A investigação teve início nos primeiros meses de 2025, após denúncias apresentadas à Promotoria de Justiça de Ribas do Rio Pardo.

Segundo o Gaeco, as investigações apontaram que policiais militares teriam se associado a traficantes locais para atuar no comércio ilícito de entorpecentes.

Ainda conforme o Ministério Público, os policiais investigados supostamente protegiam criminosos ligados ao tráfico, permitindo a comercialização de drogas e utilizando violência contra rivais de traficantes parceiros.

As investigações também apontam que parte dos entorpecentes comercializados teria sido desviada de apreensões realizadas durante ocorrências policiais.

O Gaeco informou ainda que alguns dos investigados também atuariam em práticas de agiotagem e cobrança de dívidas, utilizando ameaças e a condição de agentes da segurança pública para intimidar vítimas.

A operação conta com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Estado.

Segundo o Ministério Público, o nome “Janus” faz referência ao deus romano de duas faces, simbolizando a inversão de papéis identificada durante as investigações, onde policiais ostentariam a representação do Estado, mas agiriam de forma criminosa nos bastidores.