O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, manifestou apoio à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
Ao comentar o assunto nesta sexta-feira (29/05), Riedel afirmou que toda iniciativa voltada ao fortalecimento do combate ao crime organizado é positiva para Mato Grosso do Sul, especialmente devido à extensa faixa de fronteira do Estado com a Bolívia e o Paraguai.
Segundo o governador, a medida poderá contribuir para o reforço das ações de segurança realizadas na região, principalmente por meio de órgãos federais como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e setores de inteligência que atuam no monitoramento das áreas de fronteira.
Mato Grosso do Sul possui aproximadamente 1,5 mil quilômetros de fronteira seca com os países vizinhos e é considerado uma das principais rotas utilizadas para o tráfico internacional de drogas, armas e mercadorias ilegais.
Durante a declaração, Riedel reforçou que o Estado mantém posição firme no enfrentamento às organizações criminosas e destacou a importância de impedir que facções ampliem sua atuação em território sul-mato-grossense.
A classificação anunciada pelos Estados Unidos considera que as atividades do PCC e do Comando Vermelho ultrapassam as fronteiras brasileiras, envolvendo operações ligadas ao crime organizado transnacional.
Com a nova classificação, autoridades norte-americanas poderão ampliar mecanismos de cooperação internacional, inteligência financeira e monitoramento de organizações consideradas ameaças à segurança.
Especialistas avaliam que a medida pode aumentar o compartilhamento de informações entre os países e ampliar ações de combate às estruturas financeiras utilizadas por grupos criminosos.
A região de fronteira entre Mato Grosso do Sul, Paraguai e Bolívia é considerada estratégica para as forças de segurança devido à intensa movimentação de mercadorias e ao histórico de atuação de organizações criminosas ligadas ao tráfico internacional.