A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, na segunda-feira (01/06), uma operação para combater a comercialização clandestina de medicamentos utilizados para emagrecimento, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras. A ação teve como objetivo interromper a venda irregular de substâncias de uso controlado oferecidas pelas redes sociais sem autorização sanitária.
Os agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) cumpriram mandados de busca e apreensão nos bairros de Ramos, na zona norte, e Vargem Pequena, na zona oeste da capital fluminense.
As investigações começaram após informações de inteligência apontarem que um homem anunciava e comercializava medicamentos para emagrecimento por meio de aplicativos de mensagens, sem comprovação de procedência e fora dos canais autorizados para comercialização.
Com o avanço das apurações, os policiais identificaram o responsável pelos anúncios e reuniram provas que indicavam uma atividade contínua e estruturada de venda irregular. Um suspeito foi preso durante a operação.
No cumprimento dos mandados, foram apreendidos medicamentos, computador, registros comerciais e documentos que poderão auxiliar na identificação da origem dos produtos e no mapeamento da rede de distribuição clandestina.
Segundo a Polícia Civil, os anúncios ofereciam substâncias como tirzepatida e retatrutida, medicamentos de alto valor comercial cuja utilização exige prescrição médica e acompanhamento profissional. As publicações indicavam estoque disponível, preços definidos e pronta entrega dos produtos.
As investigações prosseguem para identificar fornecedores e possíveis integrantes envolvidos na cadeia ilegal de distribuição dos medicamentos.
Paralelamente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute novas regras para a manipulação dos medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, grupo que inclui as chamadas canetas emagrecedoras.
A proposta prevê requisitos específicos para importação, qualificação de fornecedores, controle de qualidade, armazenamento e transporte dos insumos farmacêuticos utilizados na fabricação desses produtos.
A popularização dos medicamentos para emagrecimento ampliou o mercado ilegal no país. Atualmente, esses produtos só podem ser adquiridos mediante receita médica retida, devido aos riscos associados ao uso inadequado e à comercialização sem controle sanitário.