O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), confirmou que pretende disputar a reeleição ao Governo do Estado nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante entrevista ao programa “Cara a Cara com Squinelo”, exibido nesta segunda-feira (01/06), em Campo Grande.
Ao comentar o cenário político estadual, Riedel afirmou que segue trabalhando na construção de alianças partidárias para a formação da chapa majoritária e colocou seu nome à disposição para continuar à frente do Executivo estadual.
Segundo o governador, o diálogo com diferentes setores da sociedade e lideranças políticas faz parte da construção de um projeto coletivo para o Estado.
“Estamos construindo, no diálogo, forças partidárias que possam convergir em uma chapa majoritária e me coloco à disposição”, afirmou.
Riedel também destacou que a articulação política faz parte da rotina de gestão e envolve representantes de diversos segmentos da sociedade, incluindo empresários, educadores, produtores rurais e lideranças comunitárias.
Ao analisar o cenário nacional para a disputa presidencial de 2026, o governador avaliou que a polarização política permanece consolidada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro.
Para Riedel, ambos mantêm protagonismo dentro de seus respectivos campos políticos e aparecem como os principais nomes para a sucessão presidencial.
“Acho muito difícil não ser eles. A política é dinâmica, mas é muito difícil. O Flávio vai manter a hegemonia dele no campo da direita e o Lula está mantendo a hegemonia dele no campo da esquerda”, declarou.
Sobre a disputa ao Senado em Mato Grosso do Sul, o governador afirmou que ainda não há definição sobre o segundo nome que representará o grupo político na corrida eleitoral.
Segundo ele, a escolha dependerá de pesquisas eleitorais, articulações partidárias e também da participação de lideranças nacionais, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro.
Riedel reafirmou apoio à pré-candidatura do ex-governador Reinaldo Azambuja como primeiro nome do grupo para a disputa ao Senado Federal.