Política DECISÃO DO STF
Toffoli tranca ação penal e Reinaldo Azambuja segue apto para disputar o Senado em 2026
Decisão liminar do ministro do STF suspende andamento do processo e mantém ex-governador sem impedimentos na pré-campanha eleitoral
02/06/2026 09h07
Por: Redação 24h News MS
Decisão do ministro Dias Toffoli determinou o trancamento da ação penal contra Reinaldo Azambuja e suspendeu o andamento do processo (Foto: Reprodução/Instagram)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou o trancamento da ação penal que tramitava contra o ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, pré-candidato ao Senado Federal nas eleições de 2026.

A decisão liminar suspende o andamento do processo que teve origem na Operação Vostok, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apurava suposto pagamento de vantagens indevidas relacionadas a incentivos fiscais concedidos durante a gestão de Azambuja no Governo do Estado.

O caso teve início no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e posteriormente foi encaminhado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). Com a determinação de Dias Toffoli, a ação penal fica paralisada enquanto a medida estiver em vigor.

Com a decisão do STF, Reinaldo Azambuja permanece sem condenação e sem restrições judiciais decorrentes desse processo para participar da disputa eleitoral deste ano.

O ex-governador é uma das principais lideranças políticas de Mato Grosso do Sul e aparece como nome praticamente definido para concorrer a uma das vagas ao Senado Federal pelo grupo político que integra.

A definição do segundo nome que deverá compor a chapa ao Senado ainda depende de articulações partidárias, pesquisas eleitorais e conversas com lideranças nacionais.

O advogado de defesa de Reinaldo Azambuja, Gustavo Passarelli da Silva, confirmou a decisão ao TopMídiaNews, sem apresentar detalhes adicionais sobre os fundamentos da medida concedida pelo ministro do STF.

A Operação Vostok ganhou repercussão nacional ao investigar supostos repasses ilegais envolvendo benefícios fiscais concedidos a empresas do setor frigorífico durante gestões anteriores do Governo de Mato Grosso do Sul.

A decisão de Toffoli representa um capítulo importante no cenário político estadual, especialmente diante da proximidade das definições eleitorais para 2026.