Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (01/06).
De acordo com o levantamento, 21 óbitos causados pela doença foram confirmados nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã. Entre as vítimas, 12 apresentavam algum tipo de comorbidade. Outros dois óbitos seguem em investigação.
O boletim também revela que 83 gestantes tiveram diagnóstico confirmado para chikungunya no Estado neste ano, reforçando o alerta das autoridades de saúde para os grupos mais vulneráveis.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença, sendo 1.184 confirmados até o momento. Não há mortes confirmadas por dengue em 2026, porém dois óbitos continuam sendo investigados.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá apresentaram baixa incidência de casos confirmados de dengue.
A vacinação contra a dengue segue em andamento. Conforme a SES, já foram aplicadas 223.322 doses do imunizante no público-alvo. O Estado recebeu do Ministério da Saúde um total de 241.030 doses da vacina.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações. A imunização é destinada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações pela doença entre pessoas de 6 a 16 anos.
A Secretaria de Estado de Saúde reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou chikungunya, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica e acompanhamento adequado.