Os Estados Unidos realizaram ataques contra instalações iranianas na sexta-feira (06/06), após forças americanas interceptarem drones lançados pelo Irã nas proximidades do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o transporte mundial de petróleo.
Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), quatro drones iranianos foram abatidos após serem identificados como ameaça ao tráfego marítimo regional. Após a interceptação, militares americanos atingiram sistemas de radar e vigilância costeira localizados em Goruk e na Ilha de Qeshm, em território iraniano.
De acordo com autoridades americanas, os equipamentos destruídos poderiam ser utilizados para coordenar novas ações contra embarcações que circulam pela região. O governo dos Estados Unidos classificou a operação como uma medida defensiva para proteger a navegação internacional.
A nova troca de ataques amplia a tensão entre Washington e Teerã e aumenta as preocupações da comunidade internacional sobre a segurança no Estreito de Ormuz, responsável pela passagem de uma parcela significativa do petróleo comercializado no mundo.
RETALIAÇÃO
Após os ataques americanos, autoridades iranianas acusaram os Estados Unidos de violarem entendimentos diplomáticos e anunciaram ações de retaliação contra interesses americanos na região. Relatos apontam ataques contra bases dos EUA em países aliados do Golfo Pérsico e novas ameaças ao tráfego marítimo internacional.
Especialistas avaliam que a escalada militar pode dificultar negociações em andamento e provocar reflexos nos mercados internacionais, principalmente nos preços do petróleo e combustíveis.