Brasil TARIFAÇO AMERICANO
Brasil tenta convencer Estados Unidos de que acordo comercial é melhor do que tarifa de 25%
Governo brasileiro trabalha para evitar sobretaxa proposta pelos norte-americanos sobre produtos exportados ao mercado dos Estados Unidos
07/06/2026 14h48
Por: Redação 24h News MS
Governo brasileiro busca acordo com os Estados Unidos para evitar a aplicação de tarifa adicional de 25% sobre produtos exportados ao mercado americano. (Foto: Alan Santos/PR)

O governo brasileiro intensificou as negociações com os Estados Unidos para tentar evitar a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos exportados pelo Brasil. A estratégia é convencer Washington de que um acordo comercial seria mais vantajoso para ambos os países do que a adoção de novas barreiras tarifárias.

A proposta de sobretaxa foi apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), após investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O órgão americano alega que o Brasil mantém práticas consideradas desleais nas relações comerciais com empresas norte-americanas.

Segundo a Agência Brasil, o governo federal avalia que, apesar das dificuldades, ainda existe possibilidade de um entendimento antes da decisão final dos Estados Unidos. O novo prazo estabelecido pelo USTR para definição sobre o tema é 15 de julho.

O Brasil contesta os argumentos utilizados pelos norte-americanos e sustenta que os Estados Unidos mantêm superávit comercial na relação bilateral, o que enfraqueceria a justificativa para a aplicação de novas tarifas. O governo também afirma que a tarifa média aplicada aos produtos americanos é de aproximadamente 2,7%, percentual considerado insuficiente para caracterizar prejuízo ao acesso das empresas dos EUA ao mercado brasileiro.

NEGOCIAÇÕES

Entre os desafios enfrentados pelo Brasil está o fato de o governo americano conduzir simultaneamente negociações tarifárias com diversos países. Além disso, os Estados Unidos também concentram esforços em outras questões internacionais, incluindo os recentes conflitos no Oriente Médio.

O governo brasileiro busca limitar as negociações às questões comerciais e tarifárias, evitando ampliar as discussões para outros temas considerados estratégicos pelos norte-americanos. Entre os pontos que o Brasil afirma não estarem em negociação está o sistema de pagamentos Pix.

Nos bastidores, também existe a possibilidade de um novo encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante eventos internacionais previstos para este mês, embora ainda não haja confirmação oficial.