Um projeto de aproximadamente R$ 1,9 bilhão poderá ampliar significativamente a capacidade de escoamento mineral de Mato Grosso do Sul. A mineradora LHG Mining apresentou um plano de expansão do Porto Gregório Curvo, localizado em Porto Esperança, distrito de Corumbá.
A proposta prevê a modernização da estrutura portuária para permitir a movimentação de até 15 milhões de toneladas de minério de ferro e manganês por ano. Atualmente, o terminal possui licença para armazenar até 700 mil toneladas anuais, porém o projeto pretende elevar a capacidade estática para 1,5 milhão de toneladas.
Para viabilizar a expansão, a empresa busca novas autorizações ambientais e deverá participar de audiência pública em Corumbá, onde apresentará os detalhes do empreendimento à população e aos órgãos competentes.
O plano contempla a implantação de uma nova estrutura ferroviária integrada ao porto, com sistema de descarga automática de vagões, correias transportadoras, ampliação dos pátios de estocagem e a construção de um novo píer para embarque de minério no Rio Paraguai.
Segundo os estudos apresentados pela empresa, a estratégia prioriza o transporte hidroviário por apresentar menor emissão de gases de efeito estufa quando comparado aos modais rodoviário e ferroviário. A expectativa é que a integração entre ferrovia e hidrovia aumente a eficiência logística e reduza impactos ambientais.
GERAÇÃO DE EMPREGOS
As obras deverão ocorrer entre 2026 e 2029, com previsão de início das operações após a conclusão do empreendimento.
Durante a fase de implantação, a estimativa é de geração de mais de 1,6 mil empregos diretos, principalmente em atividades ligadas à terraplanagem, construção civil, montagem industrial e operação logística.
O projeto também prevê intervenções estruturais na região, incluindo a construção de uma ponte de acesso sobre um corixo, movimentação de grandes volumes de terra e adequações para integrar a área ferroviária às instalações portuárias.
ANÁLISE AMBIENTAL
Por estar localizado em uma área inserida no bioma Pantanal, o empreendimento passará por análise ambiental detalhada antes da eventual concessão das licenças necessárias para execução das obras.
Caso seja aprovado, o projeto poderá consolidar Porto Esperança como um dos principais polos logísticos para exportação de minério do Centro-Oeste, fortalecendo a competitividade da mineração sul-mato-grossense no mercado internacional e ampliando a integração entre os modais ferroviário e hidroviário.