Florestal TECNOLOGIA
Suzano usa inteligência artificial e drones para proteger mais de 300 mil hectares do Cerrado em MS
Companhia investe R$ 25 milhões por ano em estrutura que integra tecnologia, brigadas e atuação em rede no combate aos incêndios florestais
11/06/2026 09h39
Por: Redação 24h News MS
Suzano reforçou o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso do Sul com inteligência artificial, drones e atuação integrada para proteger áreas do Cerrado. (Foto: Divulgação/Suzano)

A Suzano reforçou o sistema de prevenção e combate a incêndios florestais em Mato Grosso do Sul com a incorporação de duas novas tecnologias antes do início da estiagem, prevista para o período entre agosto e outubro. A operação utiliza inteligência artificial para detecção automática de focos de fumaça e um drone equipado com câmera térmica de alta resolução, ampliando a proteção de mais de 300 mil hectares de vegetação nativa e áreas de preservação do bioma Cerrado.

Ao todo, a estrutura da companhia cobre mais de 1 milhão de hectares de áreas florestais no Estado. O investimento anual destinado à operação em Mato Grosso do Sul é de R$ 25 milhões.

"O Cerrado é a paisagem que define Mato Grosso do Sul. Quando o período de incêndios chega, a ameaça não é só para a vegetação, atinge comunidades inteiras e a vida de milhares de espécies de animais silvestres. Por isso, nossa responsabilidade vai muito além das áreas plantadas", afirmou Amarildo José Nunes, gerente de Inteligência Patrimonial da Suzano em Mato Grosso do Sul.

Durante o período crítico da estiagem, a operação mobiliza 241 profissionais, sendo 167 brigadistas fixos e outros 74 colaboradores da operação florestal incorporados como apoio. O reforço permite reduzir o tempo médio de resposta em até 15 minutos, chegando a aproximadamente uma hora entre a detecção e o início do combate.

A estrutura conta ainda com duas aeronaves, caminhões-pipa e veículos equipados com kits de combate. Neste ano, a companhia renovou parte da frota com a aquisição de dois caminhões-pipa e cinco caminhonetes Hilux equipadas para atendimento em campo. Rastreadores via satélite também passaram a ser utilizados para localização das brigadas em tempo real.

TECNOLOGIA EM CAMPO

As 57 torres de videomonitoramento instaladas em pontos estratégicos operam com câmeras de visão em 360 graus e transmitem imagens continuamente para as centrais de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo. Com o uso da inteligência artificial, sinais de fumaça são identificados automaticamente, agilizando o acionamento das equipes.

Outro reforço é o drone DJI Mavic 3T, equipado com câmera térmica de alta resolução e câmera grande angular de 48 megapixels, além de zoom de até 56 vezes. O equipamento é capaz de identificar focos de calor antes mesmo do surgimento da fumaça visível, transmitindo imagens em tempo real para orientar as brigadas.

ATUAÇÃO EM REDE

As ações de combate ocorrem de forma integrada com empresas associadas à Reflore (Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores Florestais), permitindo compartilhamento de informações e apoio operacional durante toda a estiagem.

"Nenhuma estrutura, por maior que seja, resolve sozinha um problema da dimensão dos incêndios em uma região como o Cerrado. A parceria com outras empresas e produtores da região é parte essencial do que fazemos no Estado", destacou Amarildo.

A Suzano mantém 1,136 milhão de hectares de florestas plantadas de eucalipto em Mato Grosso do Sul, sendo 327 mil hectares destinados exclusivamente à conservação da biodiversidade, incluindo áreas de preservação permanente e vegetação nativa.