Brasil DIPLOMACIA
Lula defenderá ajuda ao desenvolvimento e reforma da governança global durante Cúpula do G7
Presidente brasileiro participará pela décima vez do encontro das maiores economias do mundo e levará pautas ligadas à cooperação internacional, ONU e inteligência artificial
11/06/2026 11h09
Por: Redação 24h News MS
Lula participará da Cúpula do G7, na França, onde defenderá a ampliação da ajuda internacional e a reforma da governança global. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nos próximos dias para Évian-les-Bains, na França, onde participará, pela décima vez como convidado, da Cúpula do G7, fórum que reúne sete das maiores economias do planeta. O encontro acontece entre os dias 15 e 17 de junho e contará também com a presença de líderes de países convidados, como Índia, Quênia, Coreia do Sul, Egito e Brasil.

Formado por Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Alemanha e Japão, além da União Europeia como membro institucional, o G7 discutirá temas ligados ao desenvolvimento econômico, governança internacional, inteligência artificial e cooperação global.

Segundo o Itamaraty, Lula participará de três eventos oficiais. No dia 16, o presidente discursará em uma sessão dedicada às parcerias internacionais para o desenvolvimento, ocasião em que defenderá a ampliação da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (AOD), mecanismo de apoio financeiro dos países mais industrializados às nações em situação de maior vulnerabilidade.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a redução desses recursos nos últimos anos tem gerado preocupação entre os países em desenvolvimento. A presidência francesa do G7 trabalha para construir uma declaração conjunta voltada ao fortalecimento dessa ajuda internacional.

No dia 17, Lula participará de uma sessão sobre crescimento econômico equilibrado, quando deverá reforçar a defesa por uma reforma da governança global, incluindo mudanças em instituições como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização das Nações Unidas (ONU).

"O desenvolvimento do mundo não será alcançado com o enfraquecimento das instituições multilaterais, mas com seu fortalecimento e modernização", é a linha que deverá nortear a participação brasileira, conforme sinalizado pelo governo federal.

A agenda presidencial também incluirá um almoço de trabalho sobre Inteligência Artificial (IA). O Brasil apresentará sua visão sobre oportunidades e riscos relacionados à tecnologia, em meio às discussões sobre a regulamentação do tema no Congresso Nacional.

Embora não participe das negociações finais dos documentos do grupo por não integrar o G7 como membro pleno, o Brasil poderá contribuir com posicionamentos sobre temas como desenvolvimento internacional, proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, combate ao narcotráfico, enfrentamento ao contrabando de migrantes, luta contra o câncer e minerais críticos.

Nesse último ponto, o país possui posição estratégica por deter uma das maiores reservas mundiais de terras raras e minerais considerados essenciais para a transição energética e o desenvolvimento tecnológico.

A participação de Lula marca mais um capítulo da atuação diplomática brasileira em fóruns multilaterais e reforça a defesa do país por maior protagonismo das nações em desenvolvimento nos principais espaços de decisão global.