O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (13/06) a morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como "Niño Guerrero", apontado como líder da facção criminosa venezuelana El Tren de Aragua, considerada pelo governo norte-americano uma organização terrorista estrangeira.
Segundo Trump, a ação foi conduzida pelo Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos em uma operação descrita como "rápida e letal", realizada em cooperação com autoridades da Venezuela.
"Sob minhas ordens, o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque rápido e letal", afirmou o presidente norte-americano ao anunciar a operação.
O governo venezuelano confirmou a morte de Niño Guerrero, embora tenha adotado uma classificação diferente para o grupo, tratando o El Tren de Aragua como uma organização criminosa. Em nota oficial, as autoridades venezuelanas afirmaram que continuarão adotando medidas para garantir a segurança e a tranquilidade da população.
Considerado um dos criminosos mais procurados da Venezuela, Niño Guerrero comandava o El Tren de Aragua, facção que surgiu inicialmente no estado venezuelano de Aragua e expandiu suas atividades para diversos países da América Latina.
Ele estava foragido desde 2023, após escapar da prisão de Tocorón, unidade que durante anos funcionou como principal base de operações do grupo criminoso. Desde então, passou a ser alvo de investigações internacionais relacionadas a crimes como tráfico de drogas, extorsão, lavagem de dinheiro e tráfico de pessoas.
O anúncio ocorre em meio ao aumento das tensões envolvendo a política de segurança dos Estados Unidos na região. A morte do líder criminoso foi interpretada por integrantes do governo norte-americano como um duro golpe contra o crime organizado transnacional.
A operação também chamou atenção pela cooperação entre Washington e Caracas, países que mantêm uma relação diplomática marcada por anos de divergências políticas e sanções econômicas.
Até o momento, não foram divulgados detalhes adicionais sobre o número de envolvidos na ação ou sobre eventuais prisões realizadas durante a ofensiva.