Polícia INVESTIGAÇÃO
Trabalhador rural encontra ossada humana em floresta de eucalipto na zona rural de Três Lagoas
Ossada humana pode ser de homem desaparecido desde 2023, após perícia encontrar documentos pessoais próximos aos restos mortais
27/06/2026 22h10
Por: Redação 24h News MS

Um trabalhador rural encontrou uma ossada humana no início da tarde deste sábado (27), em uma floresta de eucalipto localizada em uma fazenda às margens da rodovia MS-320, na zona rural de Três Lagoas (MS).

Segundo informações apuradas pela reportagem, por volta das 14h00, o trabalhador realizava a aplicação de defensivos agrícolas para o combate a formigas em uma área de reflorestamento quando localizou inicialmente um crânio humano em meio à vegetação.

Como não havia sinal de telefonia na região, ele precisou deixar o local para comunicar a empresa onde trabalha, que acionou as autoridades.

A Polícia Militar Rural foi a primeira a chegar à propriedade e, após confirmarem a ocorrência, isolaram a área. Durante novas buscas realizadas nas proximidades, os policiais localizaram o restante da ossada, que estava dispersa pela plantação de eucalipto.

A Polícia Civil foi acionada no início da noite e deslocou equipes ao local, juntamente com a Perícia Criminal e a funerária Cardassi.

Durante os levantamentos periciais, foram encontrados uma Bíblia, peças de roupas em avançado estado de decomposição, um par de botinas e documentos pessoais próximos aos restos mortais.

Após consulta aos sistemas policiais, foi constatado que os documentos pertencem a Derlan José Pereira, de 34 anos, conhecido como “Delanzim”, que estava desaparecido desde maio de 2023.

Conforme o registro policial, familiares procuravam por Derlan desde o desaparecimento. Na ocasião, a mãe informou que ele havia deixado a Clínica de Recuperação Peniel, localizada nas proximidades da fazenda, levando apenas a roupa do corpo, medicamentos e uma Bíblia, itens que coincidem com os objetos encontrados no local.

Ainda segundo a perícia, a ossada estava fragmentada, dispersa e apresentava ausência de algumas partes anatômicas. Em uma das estruturas ósseas foram identificados pinos metálicos de fixação cirúrgica, elemento que poderá auxiliar na identificação por meio de exames antropológicos, necropapiloscópicos e genéticos.

Apesar dos indícios encontrados, a identificação oficial da vítima dependerá da conclusão dos exames periciais realizados pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), incluindo análise de DNA.

O caso foi registrado inicialmente como achado de cadáver e segue sob investigação da Polícia Civil.