Brasil CÚPULA DO MERCOSUL
Lula vai ao Paraguai participar da 68ª Cúpula do Mercosul
Acordo prevê entrada nos países do bloco com a Carteira de Identidade Nacional (CIN)
30/06/2026 08h26
Por: Redação 24h News MS
Líderes dos países do Mercosul participam da 68ª Cúpula do bloco, realizada nesta terça-feira (30), em Assunção, no Paraguai. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta terça-feira (30), em Assunção, no Paraguai, da 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados.

O encontro reúne líderes dos países-membros e associados do bloco com o objetivo de discutir medidas voltadas ao aprofundamento da integração regional, fortalecimento do comércio, desenvolvimento econômico e ampliação da agenda social.

De acordo com o Palácio do Planalto, o Mercosul reúne 73% do território sul-americano, cerca de 65% da população da região e responde por aproximadamente 70% do Produto Interno Bruto (PIB) da América do Sul.

Dados do governo federal apontam que, em 2025, as exportações brasileiras para os países do bloco alcançaram quase US$ 26 bilhões, o equivalente a 7,5% do total exportado pelo Brasil.

Além disso, o comércio do Mercosul com o restante do mundo movimentou US$ 757 bilhões. Somente no primeiro quadrimestre de 2026, a corrente extrazona chegou a US$ 247,3 bilhões, representando crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

NOVA IDENTIDADE SERÁ ACEITA NO BLOCO

Entre os principais avanços previstos para a cúpula está a assinatura do acordo que permitirá o reconhecimento da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) como documento válido para ingresso nos países do Mercosul e Estados associados.

Também deverá ser firmado um protocolo de reconhecimento mútuo de meios de identificação e autenticação eletrônica, aproximando sistemas digitais como o Gov.br aos mecanismos utilizados pelos demais integrantes do bloco.

Atualmente, são Estados-membros do Mercosul a Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e a Bolívia, que está em processo de adesão. A Venezuela permanece suspensa. Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Suriname participam como Estados associados.

COMBATE À VIOLÊNCIA E INVESTIMENTOS

Na área de segurança, o governo brasileiro apresentará uma proposta de pacto regional para combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres.

A iniciativa integra os esforços já em andamento para implementação da Estratégia Mercosul contra o Crime Organizado Transnacional, considerada prioritária pelos países integrantes.

Outro destaque da reunião será o anúncio do aumento da contribuição brasileira ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), mecanismo criado para reduzir desigualdades entre os países do bloco por meio do financiamento de obras de infraestrutura, saneamento, habitação, energia e projetos sociais.