O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que viajará aos Estados Unidos para defender o sistema de pagamentos Pix durante uma audiência que discutirá a proposta de aplicação de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros.
A declaração foi feita nesta sexta-feira (3), durante o 3º Seminário de Comunicação do Partido Liberal (PL), realizado no Rio de Janeiro. Segundo Flávio, o Pix representa um patrimônio nacional e deve ser defendido diante das discussões envolvendo as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
"Defendemos o Pix porque o Pix é do Brasil. Foi criado pelo presidente Bolsonaro, sem taxa. Eu vou lá para os Estados Unidos defender o nosso Pix", afirmou o senador durante o evento.
Na mesma ocasião, Flávio também criticou o governo federal e declarou que pretende defender os interesses das empresas brasileiras durante a audiência promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
Além da pauta econômica, o parlamentar voltou a abordar propostas ligadas à segurança pública. Segundo ele, caso seja eleito presidente, pretende tratar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas e endurecer o combate ao crime.
Na quinta-feira (2), Flávio Bolsonaro encaminhou um ofício ao USTR solicitando a suspensão da proposta de sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros. No documento, o senador argumenta que a medida poderia fortalecer politicamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No texto enviado às autoridades norte-americanas, Flávio também sugeriu que o Brasil assuma o compromisso de não integrar o Pix a sistemas de compensação financeira transfronteiriços considerados não ocidentais.
A audiência pública que discutirá a proposta de tarifas está marcada para a próxima segunda-feira (6). O governo brasileiro informou que não participará oficialmente da reunião, alegando que o diálogo com os Estados Unidos será conduzido pelos canais diplomáticos formais. Segundo o Metrópoles, ao menos 13 participantes inscritos manifestaram apoio à aplicação das tarifas sobre produtos brasileiros.