Política INVESTIGAÇÃO
Preso por fraude na Saúde coordenava a regulação de pacientes em todo MS
Servidor fazia interlocução com prefeitos, secretários de Saúde, vereadores e deputados
07/07/2026 12h49
Por: Redação 24h News MS
Ed Carlo Britto Burgartt, coordenador estadual de Regulação Assistencial da SES, foi preso durante a Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco. (Foto: Facebook/Prefeitura de Porto Murtinho)

O coordenador estadual de Regulação Assistencial da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES), Ed Carlo Britto Burgartt, foi preso nesta terça-feira (07) durante a Operação Gutenberg, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga um suposto esquema de fraudes em contratos públicos da Saúde e da Educação com prejuízo estimado em R$ 27 milhões.

Após a prisão, Ed Carlo foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), em Campo Grande. A audiência de custódia está prevista para esta quarta-feira (08).

Servidor de carreira no cargo de auditor de Serviços de Saúde, Burgartt exercia a função de coordenador estadual de Regulação Assistencial, sendo responsável pelo sistema que organiza o encaminhamento de pacientes para consultas, exames, internações e procedimentos especializados em Mato Grosso do Sul. Segundo informações divulgadas, ele também mantinha interlocução frequente com prefeitos, secretários municipais de Saúde, vereadores e deputados em demandas relacionadas à regulação estadual.

Além de Burgartt, outras 15 pessoas foram presas durante a operação, que também cumpriu 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, além de cidades nos estados de São Paulo e Goiás.

Conforme o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a organização criminosa era liderada por empresários que, com a participação de agentes públicos, direcionavam contratações e compras públicas, principalmente de livros paradidáticos e serviços ligados à Saúde. Os investigadores apontam ainda suspeitas de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e outros crimes relacionados.

Segundo o Gaeco, o grupo utilizava mecanismos para pulverizar os recursos obtidos de forma ilícita, dificultando o rastreamento da origem do dinheiro.