O Governo de Mato Grosso do Sul anunciou, nesta terça-feira (07), o afastamento e a exoneração de servidores investigados na Operação Gutenberg, além da realização de uma auditoria na Secretaria de Estado de Saúde (SES). A decisão foi tomada após a ação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), que apura um suposto esquema de fraudes em contratos públicos da Saúde e da Educação.
Em nota oficial, o Governo do Estado informou que as forças de segurança de Mato Grosso do Sul prestaram apoio à operação e destacou que mantém ações permanentes de compliance e transparência na administração pública.
Segundo o comunicado, todos os servidores envolvidos na investigação já tiveram o afastamento ou a exoneração determinados pela administração estadual. Entre os presos está o coordenador de Regulação Assistencial da Secretaria de Estado de Saúde.
O Governo também informou que a Secretaria de Estado de Saúde e a Controladoria-Geral do Estado irão acompanhar o andamento da investigação e realizar uma auditoria nos procedimentos administrativos relacionados às responsabilidades da gestão.
A Operação Gutenberg foi deflagrada na manhã desta terça-feira (07) e cumpriu 16 mandados de prisão e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, além de cidades dos estados de São Paulo e Goiás.
De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a organização criminosa é suspeita de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e outros crimes. As investigações apontam que empresários e agentes públicos teriam direcionado contratações, principalmente para aquisição de livros paradidáticos e contratos na área da Saúde, em um esquema que pode ter causado prejuízo de aproximadamente R$ 27 milhões.