Levantamentos eleitorais citados por aliados de Flávio Bolsonaro apontam um cenário mais equilibrado na disputa presidencial de 2026 contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva do que o observado no mesmo período da pré-campanha de 2022. A avaliação é de que o senador apresenta desempenho mais competitivo em relação ao registrado por seu pai, Jair Bolsonaro, há quatro anos.
Segundo agregadores de pesquisas mencionados pela coluna, Lula aparece com 46% das intenções de voto em um eventual segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro registra 42%. No mesmo período da disputa de 2022, os levantamentos apontavam Lula com 60% e Jair Bolsonaro com 37%.
De acordo com interlocutores da pré-campanha, esses números são utilizados para contestar avaliações de que a candidatura perdeu força. A equipe também afirma que parte das críticas enfrentadas atualmente parte de setores ligados à própria direita.
Nos bastidores, circulam especulações sobre uma possível substituição do senador por outro nome, hipótese negada por integrantes da coordenação da campanha. O senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha, afirmou que pessoas sem participação na equipe estariam alimentando versões que fragilizam o projeto eleitoral.
Ainda segundo os aliados, uma das diferenças em relação às campanhas de Jair Bolsonaro é a estratégia adotada. A avaliação é que o modelo utilizado pelo ex-presidente não pode ser reproduzido integralmente, já que Flávio Bolsonaro possui um perfil político diferente.
Outro argumento apresentado pela equipe é o crescimento da base de apoio nos estados. Enquanto Jair Bolsonaro contava com cerca de dez palanques estaduais nesse período da campanha de 2022, aliados afirmam que Flávio Bolsonaro já reúne apoio em aproximadamente vinte estados.
Apesar disso, a articulação política segue em andamento. O senador perdeu o apoio de PP e União Brasil, enquanto o Republicanos ainda avalia uma adesão formal. Segundo o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, a definição deverá ocorrer até 1º de agosto, antes do prazo final para a formação das alianças eleitorais.