Mundo NEGÓCIO BILIONÁRIO
Expansão da Copa para 64 seleções pode gerar bilhões e transformar o futebol mundial
Analistas apontam ganhos comerciais para a FIFA, mas alertam para possíveis efeitos nas Eliminatórias e no equilíbrio esportivo.
21/07/2026 08h06
Por: Redação 24h News MS
Especialistas avaliam que uma Copa do Mundo com 64 seleções poderá transformar a economia do futebol e ampliar receitas da FIFA. (Foto: Agência Brasil)

A possibilidade de a Copa do Mundo passar a contar com 64 seleções, após a adoção do formato com 48 equipes em 2026, pode provocar uma das maiores transformações econômicas da história do futebol. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que a mudança ampliaria receitas com direitos de transmissão, patrocínios e premiações, mas também levantaria desafios para a competitividade do torneio e para o futuro das Eliminatórias.

A discussão ganhou força depois que o presidente da FIFA, Gianni Infantino, admitiu que a entidade analisa a possibilidade de uma nova expansão do principal torneio de seleções do mundo. Embora nenhuma decisão tenha sido tomada, o debate já mobiliza economistas e especialistas em gestão esportiva.

Entre os principais argumentos favoráveis está o aumento das receitas comerciais. Com mais países participantes, cresce o interesse de novos mercados consumidores, patrocinadores e emissoras de televisão, além da possibilidade de ampliar a venda de ingressos, produtos licenciados e ações de marketing.

Por outro lado, especialistas alertam que a ampliação pode reduzir o valor esportivo e comercial das Eliminatórias, já que um número maior de vagas diminuiria a dificuldade de classificação para diversas seleções. Também há preocupação com o calendário internacional, o desgaste dos atletas e o risco de aumento da diferença técnica entre as equipes participantes.

Outro ponto destacado é o fortalecimento de mercados emergentes. Com mais vagas disponíveis, países que raramente disputam uma Copa do Mundo poderiam participar com maior frequência, atraindo investimentos em infraestrutura, formação de atletas, desenvolvimento de ligas nacionais e novos patrocinadores.

A expansão também beneficiaria diretamente a FIFA, que teria mais jogos para comercializar, ampliando receitas com direitos de transmissão, publicidade e acordos comerciais em diferentes regiões do planeta.

Apesar das vantagens econômicas, a proposta ainda divide opiniões entre dirigentes, especialistas e representantes do futebol internacional. Qualquer mudança dependerá de aprovação da FIFA e de estudos sobre os impactos esportivos, logísticos e financeiros da competição.