O dólar comercial abriu em alta nesta quinta-feira (23/07), passando de R$ 5,076 para R$ 5,086 nos primeiros minutos de negociação. Ao mesmo tempo, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), iniciou o pregão em queda de 0,28%, refletindo a cautela dos investidores diante da escalada das tensões no Oriente Médio.
O principal fator de preocupação é a disparada do preço do petróleo. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu 7,23% e ultrapassou a marca de US$ 100, sendo negociado a US$ 100,87. Já o petróleo WTI avançou 5,79%, alcançando US$ 91,86 por barril.
Segundo analistas, a valorização da commodity está ligada aos receios de interrupções no fornecimento global de petróleo por causa da crise envolvendo o Irã, cenário que aumenta as preocupações com a inflação mundial e pode influenciar futuras decisões sobre juros em diversos países.
A moeda norte-americana também avançou no mercado internacional. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, registrou alta de 0,32%, indicando maior procura por ativos considerados seguros em momentos de instabilidade econômica.
No mercado brasileiro, a valorização do petróleo impulsionou as ações da Petrobras, que abriram o dia com alta próxima de 2%. A Vale também figurou entre os destaques positivos, ajudando a reduzir as perdas do Ibovespa.
Enquanto empresas ligadas às commodities registravam ganhos, os principais índices das bolsas norte-americanas abriram em baixa.
O S&P 500 recuava 1,06%, o Dow Jones caía 1% e o Nasdaq 100 registrava perda de 1,46%. Além da tensão geopolítica, investidores acompanham os balanços de grandes empresas de tecnologia e avaliam os possíveis impactos da alta do petróleo sobre a inflação e a política de juros nos Estados Unidos.