O Partido Novo oficializou nesta segunda-feira (27/07), durante convenção nacional realizada em Brasília, a candidatura do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão confirma o nome do político como representante da legenda na disputa pelo Palácio do Planalto.
A chapa, no entanto, ainda não está completa. O Partido Novo segue em busca de um candidato a vice-presidente. No último sábado (25), Zema afirmou que considera convidar o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, para compor a chapa, mas ressaltou que a definição dependerá de novas conversas.
No primeiro discurso como candidato oficial, Romeu Zema concentrou parte da fala na segurança pública e defendeu uma atuação mais rígida no combate às facções criminosas.
O candidato afirmou que, se eleito, pretende classificar organizações criminosas como grupos terroristas e construir um presídio de segurança máxima em uma região remota da Amazônia para abrigar líderes dessas organizações.
Empresário e administrador de empresas, Romeu Zema disputará pela primeira vez a Presidência da República após concluir dois mandatos consecutivos como governador de Minas Gerais.
Filiado ao Partido Novo desde 2018, iniciou a carreira política ao vencer as eleições para o governo mineiro naquele ano. Durante a gestão, adotou medidas voltadas ao equilíbrio das contas públicas, redução de despesas, privatizações e diminuição da estrutura administrativa estadual.
Em março de 2026, deixou o governo para cumprir o prazo de desincompatibilização previsto pela legislação eleitoral e passou a se dedicar à construção da candidatura presidencial.
Entre as principais propostas apresentadas por Romeu Zema estão a redução dos gastos públicos, privatizações, reformas estruturais, diminuição da máquina pública e combate aos chamados supersalários no serviço público.
O candidato também defende mudanças no funcionamento do Supremo Tribunal Federal, como o fim das decisões monocráticas e alterações nas regras de indicação e responsabilização dos ministros.
Com a oficialização da candidatura, o Partido Novo passa a integrar oficialmente a disputa presidencial de 2026, que também conta com outros candidatos já confirmados por suas respectivas convenções partidárias.